Eu sou Vegetariano!
Maio 9, 2010
Crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes vegetarianas
Dezembro 16, 2011
- Estudos mostram que crianças vegetarianas, quando seguem uma dieta bem balanceada, não têm deficiência de crescimento em relação as outras. Basicamente quais os alimentos que não podem faltar em uma dieta vegetariana para crianças, garantindo assim seu desenvolvimento normal?
Diferente do que muitos imaginam, a dieta vegetariana não é composta por verduras e legumes. A base da alimentação é a mesma da dieta onívora. Os alimentos mais calóricos são preconizados como base da dieta.
Assim, a criança vegetariana utiliza todos os alimentos do grupo dos cereais (arroz, trigo, milho, centeio, cevada, pães, macarrões…), das leguminosas (todos os feijões e derivados), oleaginosas (após o primeiro ano de vida ou o terceiro, caso haja história de alergia familiar), as frutas, hortaliças (verduras, legumes e vegetais amiláceos – que para vegetarianos são classificados juntamente com as hortaliças, e não com os cereais) e óleos. Para os ovo-lactovegetarianos o consumo de ovos e laticínios faz parte do cardápio.
- Como garantir os nutrientes necessários na fase da adolescência, período em que o crescimento rápido faz aumentar a demanda de vários nutrientes, dentre eles, a proteína?
Utilizando e variando os alimentos dos diversos grupos alimentares. O único nutriente que pode estar ausente na dieta vegetariana, quando os ovos e laticínios não são utilizados, é a vitamina B12, que deve ser suplementada nessas condições. O planejamento nutricional adequado fornece todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento, segundo diversos artigos científicos publicados que, inclusive, demonstram que os adolescentes vegetarianos têm um cardápio mais diversificado do que os onívoros.
A deficiência protéica é um mito na dieta vegetariana, que não é suportada por inúmeras publicações científicas. Da mesma forma, a deficiência de ferro não é mais prevalente em os vegetarianos quando comparada com onívoros.
- Nesta fase de adolescência, além de ingerir os alimentos corretos, é necessário, tomar suplementos de nutrientes?
As diretrizes para suplementação na infância, assim como para todas as fases da vida são as mesmas para vegetarianos e onívoros. A única diferença está no uso de vitamina B12, que deve ser sempre suplementada na infância, gestação e lactação, independente do uso de ovos e laticínios, assim como para os vegetarianos que se abstém do consumo desses alimentos.
- Crianças precisam de energia e, como a dieta vegetariana tende a ter menos calorias, quais os alimentos que poderão suprir esta necessidade?
As dietas vegetarianas tendem a ter menos calorias do que as onívoras, mas ultrapassam, sem nenhuma dificuldade, a necessidade calórica diária. Lembre-se de que a dieta vegetariana não é composta por verduras e legumes, apesar alimentos fazerem parte do cardápio.
Entrevista publicada no IPCE (Instituto de Pesquisa, Capacitação e Especialização)
Autor: Dr Eric Slywitch
Nutrição: Crianças Vegetarianas
Outubro 11, 2011
George Guimarães no seu programa de Nutrição sobre o Vegetarianismo e as Crianças
Como cuidar do bebé vegetariano: alimentação e higiene
Julho 3, 2011
Há sempre muita dificuldade em saber o que se pode dar aos bebés, a partir do momento em que começam a comer. Embora se deva privilegiar sempre o leite materno o máximo de tempo possível (o ideal será o bebé só ingerir alimentos sólidos quando tiver dentes), após os 6 meses de vida do bebé, há muita coisa que se lhe pode dar!
A partir dos 6 meses, podem dar-se papas de cereais naturais, como aveia, centeio, trigo, e misturar com frutas, vegetais ou na sopa. Os cereais com glúten (aveia, cevada, trigo, centeio) só devem ser introduzidos após os 6 meses de idade. Aos 4 meses podem usar-se farinhas de arroz, amido de milho (conhecido por maisena), ou tapioca, que são cereais sem glúten. Os bebés muito gordos não devem comer papas de cereais, podem começar com os caldos de legumes que, embora não engordem tanto, são mais nutritivos. Não esquecer que o pão ou as bolachas (a não ser que sejam de arroz ou milho, por exemplo) têm glúten e que, portanto, só podem ser dados após os 6 meses.
Também não se deve adicionar leite às farinhas lácteas porque estas já têm leite adicionado (geralmente de vaca) e, se nós, ainda por cima, juntarmos mais leite, isso vai provocar uma sobrecarga para o fígado e os rins do bebé, podendo levar à desidratação, obesidade, doenças cardiovasculares, insuficiência renal ou diabetes. Há farinhas sem leite adicionado ou então com leite para lactentes ou de transição (que tem um leite mais adequado a um bebé).
Ao introduzir novos alimentos, convém ser sempre um de cada vez durante uma semana, para ver as reacções do bebé. A partir dos 4 a 6 meses, o bebé pode comer pêra ou banana crua, ou maçã cozida, tudo sempre bem maduro. As frutas têm um efeito mais laxante (ajudam a barriguinha do bebé a funcionar melhor) e previnem melhor as cáries se forem trituradas com o garfo, em vez de se usar a varinha. A partir dos 6 meses, podem ir-se introduzindo outras frutas, tais como o pêssego, alperce ou frutos secos cozidos que não tenham casca rija – ameixa, tâmara, alperce. Os citrinos e frutos com grainhas (laranja, kiwi, tomate, morango, framboesa, amora, uva) só devem ser introduzidos após os 12 meses. Os frutos de casca rija (nozes, amendoins, etc) só devem ser dados à criança após os 3 anos de idade, devido às alergias que podem causar.
Também a partir dos 6 meses o bebé pode começar a comer sopa – a princípio um caldo simples – de alface, abóbora, cenoura, batata doce, batata, couve-flor, feijão-verde, alho-francês, lentilhas sem casca (cor-de-laranja), alho, cebola, tronchuda, penca, vagem, ou agrião, sempre muito bem passado e introduzindo um, o máximo dois ingredientes novos por semana.
Após os 6 meses o bebé pode, também, comer tofu e soja fina misturada na sopa, assim como cuscuz. O tofu deve ser fresco (o de frasco é menos saudável para o bebé). É um alimento de fácil digestão e bastante suave. Deve ser cozido e juntar-se a papas e sopas.
A partir dos 8/9 meses pode dar-se farinha de pau, açorda, massa, puré de batata e/ou beterraba, sempre com cuidado para que o bebé não se engasgue. Os nabos e espinafres só devem ser introduzidos após os 9 meses, e as leguminosas (feijão, grão, favas, ervilhas), bem cozidas, a partir dos 12 meses.
O iogurte natural de soja, o arroz integral muito bem cozido, o bulgur e o millet podem ser dados a partir dos 9 meses, tendo sempre em conta as reacções da criança – cuidado, aliás, que se deve ter com todos os alimentos. Também nesta idade o bebé pode consumir levedura de cerveja ou gérmen de trigo misturado nas sopas ou papas.
Aos 12 meses pode começar a dar-se seitan ao bebé, assim como o leite de soja para adultos (enriquecido com vitamina B12) e outros leites vegetais (de arroz, aveia), embora se recomende um leite de soja adequado a bebés até, pelo menos, aos 18 meses, se não estiver a ser amamentado. Quanto ao seitan, este, no início, deve ser cozido juntamente com legumes e triturado na sopa. Depois, pode ir-se dando aos pedacinhos. Deve preferir-se a versão biológica, sem molho de soja adicionado.
Se o bebé não for amamentado, recomenda-se que lhe seja dado um suplemento de vitamina B12, ou um leite de fórmula vegano enriquecido com esta vitamina, cujo excesso no organismo não provoca quaisquer efeitos negativos, sendo eliminado naturalmente. Esta vitamina não se encontra em quantidades suficientes nos alimentos vegetais e a sua carência provoca graves danos a nível do sistema nervoso.
Enquanto o bebé for amamentado, basta que a mãe vegetariana/vegana tome um suplemento de vitamina B12 e/ou ingira alimentos enriquecidos com essa vitamina. Ao amamentar, as vitaminas e os nutrientes que a mãe obtém através da alimentação ou de suplementos, passam para o leite e deste para o bebé.
Outros conselhos:
* A higiene é fundamental. Lavar sempre as mãos antes de preparar a comida do bebé. Os utensílios de cozinha devem estar limpos e secos.
* Usar colheres de plástico (as primeiras até são de silicone, que são mais moles do que as de plástico normais), em vez de metal.
* Cortar tudo em pedaços pequenos para que se possa calcular melhor a água. Assim, coze em menos tempo, o que preserva os nutrientes e não se tem que deitar água da cozedura fora, que é onde ficam alguns nutrientes.
* O melhor é usar panela de pressão. Mal comece a ferver, desliga-se o lume e deixa-se ficar a tampa para cozer no vapor, até perder a pressão sozinha sem ter que soltar a válvula. À falta de panela de pressão pode-se cozinhar – com tampa, para conservar o valor nutritivo e não oxidar a comida – em panela inox ou pirex. O alumínio ou o barro não são aconselháveis, pois são altamente tóxicos, e os plásticos devem ter sempre a indicação de que são alimentares (há um símbolo no plástico que indica isso, que é o desenho de um copo e um garfo pequenos).
* Não dar fritos às crianças (sobretudo antes dos 3 anos), o ideal é sempre cozer ou grelhar.
* Pode-se pôr um fio de azeite cru na comida do bebé. É uma gordura saudável.
* Em viagem, ou em situações de emergência, há boiões que os vegetarianos/veganos podem usar. Podem ser dados à temperatura ambiente ou aquecidos em banho-maria (ou em alguns aquecedores de biberões/boiões). Mexer bem depois de aquecido para ficar toda a comida com a mesma temperatura e não dar azo a enganos. Verificar sempre a temperatura antes de dar ao bebé (nas costas da mão ou no pulso da mamã, por exemplo. Um bebé é sempre mais sensível às temperaturas do que um adulto )). Se possível, mudar a comida do boião para o prato, para o bebé não se habituar a boiões e não recusar a comida quando é dada no prato.
* Nunca é demais dizer que é um erro adicionar sal ou açúcar à alimentação, seja nos adultos ou nos bebés, mas muito especialmente nos bebés. Se um bebé for habituado assim desde a nascença, dificilmente adquirirá maus hábitos pela vida fora, o que vai torná-lo num adulto saudável e, claro, mais feliz que muita gente. Os alimentos já têm sal e açúcar naturalmente.
* Também convém não usar molhos e especiarias na comida do bebé – incluindo a canela, que é um estimulante, como o café – porque, além de serem fortes demais para o seu organismo delicado, muitas podem ter propriedades que desconhecemos.
* Um bebé nunca deve estar em ambientes com fumo ou ruidosos, que o prejudicam muito e o fazem muito infeliz. Não se deve fumar numa casa onde haja bebés, mesmo que seja noutro quarto. O fumo espalha-se e as substâncias do cigarro ficam coladas às paredes e aos tectos, mesmo que não cheire. Os bebés são muito sensíveis e, ao inalarem estas substâncias, podem vir a sofrer de problemas graves para toda a sua vida.
Higiene e segurança:
Diariamente, faça a higiene do seu bebé. Limpe os seus olhos com compressas embebidas em soro fisiológico (uma compressa para cada olho, não use a mesma nos dois, para prevenir infecções; limpe as orelhas com cotonetes embebidos em soro fisiológico – novamente, não limpe as duas orelhas com a mesma ponta do cotonete. Não meta o cotonete dentro do canal auditivo, é só para limpar por fora.
O nariz do bebé pode ser limpo com soro fisiológico, caso se observe secreções, mas consulte sempre o seu médico. O umbigo deve ser limpo com álcool a 70º, que é mais eficaz que o de 90º, até cicatrizar completamente. Depois de cicatrizar, basta o banho do bebé para que fique limpo. No banho, não se esqueça de lavar muito bem as pregas do corpinho do bebé e, no final, de enxugá-lo muito bem para evitar infecções, com especial atenção ao pescoço, axilas, articulações e pregas nos genitais, que são sítios onde se acumula humidade mais facilmente. Pode usar-se umas gotas de óleo de amêndoas doces no banho para facilitar a hidratação da sua pele delicada.
Corte-lhe as unhas dia sim, dia não, com uma tesoura de pontas redondas, de preferência quando ele estiver a dormir, para ser mais fácil. Se não tiver termómetro para a
banheira, use o seu cotovelo para verificar se a água está boa para o seu bebé. Encha a banheira do bebé primeiro com água fria e só depois com água quente, para evitar acidentes.
Nunca deixe um bebé ou criança sozinho na água, nem nenhum líquido, tanque, balde de limpeza, bacia da roupa, ou poça ao alcance de um bebé ou criança. Os bebés têm a cabeça mais pesada do que o resto do corpo e podem afogar-se até mesmo em pequenas poças da chuva ou da rega das
plantas. Um bebé ou uma criança pequena afogam-se silenciosamente, não fazem nenhum barulho que possa chamar a atenção. Não facilite nunca! As crianças até aos 4 anos de idade não têm noção dos perigos, por isso convém vigiá-las e não se pode esperar que elas sejam “crescidinhas” para saberem o que se pode ou não fazer.
Referências:
OLIVEIRA, Gabriela, Alimentação Vegetariana para bebés e crianças, Ed. Arte Plural.
Fonte: Centro Vegetariano
Questões e dúvidas
Junho 12, 2011
Prisão de ventre?
Alimentação Vegetariana para Bebés e Crianças
- Já reforçou a quantidade de água? Principalmente de manhã, ao acordar, é bom dar água morna (antes do biberão do leite) ou uma infusão digestiva (“chá de camomila, por exemplo). Para além disso, é de evitar dar cenoura na sopa (substituir por abóbora ou courgete) e deve-se variar as frutas, conforme a tolerância das crianças. Algumas regaem bem com papaia bem madura. Nesta altura do ano pode tentar polpa bem doce de alperce ou damasco (use um “cuador” e esfregue o fruto dando voltas com uma colher e a polpa e o sumo saem pelos furinhos para dentro de um copo) e também a polpa do figo bem maduro. Como o bebé só tem 6 M, é melhor triturar o figo fresco junto com maçã cozida e ver como reage. Às vezes a 1º vez causa cólicas mas depois o bebé reage bem. Boa sorte
Figos
Junho 12, 2011

Estamos na época dos figos! São um fruto muito rico em fibras e vitaminas A, B e C, óptimos para acabar com problemas de obstipação das crianças. E os figos secos são muito ricos em cálcio (235 mg por cada 100g). Uma boa opção nesta altura do ano.
Alimentação Vegetariana para Bebés e Crianças
Maio 24, 2011
A partir de que idade os bebés podem comer soja e tofu?
Logo aos 6 meses! Basta adicionar uma colher de soja fina ou um quadradinho de tofu quando se está a cozer as sopinhas de legumes. Fica uma sopa enriquecida com proteínas. Sem ser preciso recorrer à carne.
Com tantas opções saudáveis que hoje existem, de alimentos de origem vegetal ricos em proteínas, comer carne é uma escolha, não é uma obrigação.No livro é explicado que a soja contém mais proteínas do que a carne ou o peixe. Para ficar com uma ideia, por cada 100 gr de farinha de soja obtemos 44g de proteínas e 6 mg de ferro. Já a mesma porção de carne de vaca contém apenas 20,9g de proteínas e 1,4 mg de ferro. para além da soja, outras leguminosas como o grão, as lentilhas, as favas e vários tipos de feijão são muito ricos em proteínas e minerais. As crianças podem crescer bem e saudáveis com uma alimentação vegetariana.
Alimentação vegetariana para crianças
Maio 24, 2011
As recomendações de uma mãe que optou por este regime para os filhos
Os alimentos de origem vegetal podem substituir por completo a carne e o peixe na alimentação das crianças.
Essa é a convicção de Gabriela Oliveira, jornalista e autora do livro «Alimentação Vegetariana para Bebés e Crianças» (Arte Plural Edições), mãe de três crianças vegetarianas.
DE BÉBÉ É QUE SE TORCE O PEPINO…
Maio 24, 2011
Vegetarianismo em Pediatria
Março 27, 2011
A dieta vegetariana pode ser seguida por crianças.
Esse texto foi publicado na Revista Diálogo Médico com o título: Vegetarianismo em Pediatria.
Vegetarianismo em Pediatria
Não existem mais dúvidas de que a dieta vegetariana (DV) bem planejada é adequada para crianças. A adequação dietética não depende do ato de comer ou não carne, mas sim da forma de elaborar a alimentação sem ela.
Pelo desconhecimento do que é ou deixa de ser uma DV (inclusive sobre a inclusão ou não de ovos, leite e derivados – que também podem fazer parte da dieta vegetariana), alguns profissionais cometem erros conceituais e interpretativos sobre ela. Leia o resto deste artigo »
Remédios caseiros Naturais para crianças
Janeiro 4, 2011
Qualquer pai ou mãe conhece as dificuldades e dúvidas que se colocam quando uma criança adoece: será o problema sério, são necessários medicamentos, quanto tempo vão durar os sintomas.
Na realidade, a maioria dos problemas de saúde infantis não são graves, reflectindo ajustamentos que o organismo da criança tem que fazer para se adaptar a circunstâncias internas e/ou externas. Uma tosse é uma tentativa do organismo expelir mucos alojados no sistema respiratório, assim como uma febre tem como objectivo ajustar o corpo a uma qualquer circunstância mais extrema. O mesmo é verdade em relação à maioria dos outros sintomas vulgarmente apresentados pelas crianças.
É óbvio que existem sintomas que podem ser indicadores de uma doença séria e deve-se consultar um médico para aferir da gravidade ou não da situação.
No entanto, é possível lidar com muitos sintomas infantis comuns sem recorrer a medicamentos químicos com efeitos secundários não desejáveis e que devem ser usados apenas quando estritamente necessário, ou o organismo vai perdendo a capacidade natural que tem para se curar a si mesmo, tornando-se muito menos resistente a agentes patogénicos e diminuindo assim a sua imunidade.
Neste artigo pretendo mencionar uma série de tratamentos externos tradicionais, que podem sem qualquer perigo ou efeitos secundários ser utilizados para um bom número de problemas infantis comuns. Estes remédios devem ser utilizados quando tiver a certeza de que o problema a ser tratado não é grave e não dispensam uma ida ao médico para ter um diagnóstico e recomendações.
Podem igualmente ser utilizados por Pais/Mães e Filhos.





