São muitas as pessoas que me contactam na tentativa de implementarem uma alimentação vegetariana nas crianças que têm a seu cargo, sobretudo quando este tipo de dieta já faz parte da rotina familiar. Por isso, pedi à Dra. Cidália Almeida, amiga e colaboradora BabySOL®, que escrevesse umas linhas sobre este assunto sensibilizando mais uma vez para a necessidade da diversificação alimentar, especialmente nas crianças…
Vegetariano: como definir?
A Sociedade Vegetariana do Reino Unido define “vegetariano” como alguém que não come nenhum tipo de carne e derivados, incluindo a de aves bem como peixe, marisco ou crustáceos. Este regime alimentar baseia-se sobretudo no consumo de alimentos de origem vegetal, com ou sem consumo de lacticínios e/ou ovos.

Tipos de vegetarianismo:
Ovo-lacto-vegetarianos – regime alimentar que inclui hortícolas, fruta, leguminosas (ervilhas, lentilhas e feijões) e cereais (tais como o trigo, a aveia e o arroz), suplementado ainda com ovos e produtos lácteos (leite, creme, queijo e iogurte).
Lacto-vegetarianos – dieta composta por alimentos de origem vegetal, leite e seus derivados, excluindo os ovos.
Ovo-vegetarianos – dieta composta apenas por alimentos de origem vegetal e ovos, havendo a exclusão de produtos lácteos e seus derivados.
Vegetarianos estritos – dieta totalmente baseada em alimentos de origem vegetal, não incluindo ovos, derivados lácteos e nenhum tipo do produto de origem animal, como o mel, por exemplo.

É um regime saudável durante a infância?
A literatura científica mostra que indivíduos que seguem um regime vegetariano apresentam um risco reduzido de diversas doenças crónicas como a obesidade, doença de artéria coronária, hipertensão, diabetes mellitus e alguns tipos de cancro. A American Dietetic Association (ADA) refere que este regime alimentar é perfeitamente saudável para a criança desde que correctamente planeado. No caso da dieta incluir ovo e/ou produtos lácteos as necessidades nutricionais da criança são facilmente satisfeitas. No caso das crianças vegetarianas estritas existem alguns cuidados que deverão ser considerados, para que não existam carências nutricionais.
As dietas vegetarianas são ricas em hidratos de carbono (glúcidos), fibras, magnésio, potássio, ácido fólico, antioxidantes (como a vitamina C e E) e fitoquímicos (carotenos, licopeno, flavonóides, por exemplo), além de apresentarem geralmente menores quantidades de gordura saturada e colesterol.
Necessidades energéticas
Um aporte energético adequado é essencial ao crescimento de todas as crianças. Deste modo, a dieta deverá ser o mais variada possível e incluir alguns alimentos de maior densidade energética (mais calorias) como frutos secos (figos, ameixas…) e gordos (nozes, avelãs, amêndoas…), que para além de fornecerem gorduras de boa qualidade (polinsaturadas), apresentam quantidades interessantes de proteína e minerais, como o magnésio e o potássio.

A dieta vegetariana contém proteína suficiente?
Se a ingestão energética estiver adequada à criança, as necessidades de proteína serão, muito provavelmente satisfeitas. Do mesmo modo, se a dieta incluir ovo e/ou produtos lácteos, as necessidades proteicas são facilmente atingidas. De qualquer forma, recomenda-se que as crianças vegetarianas façam várias refeições ao longo do dia onde incluam leguminosas (feijão, grão, soja), derivados de soja e cereais (vegetarianos estritos). A ingestão associada de leguminosas e cereais de que é exemplo o conhecido arroz de feijão permite a obtenção de proteínas de elevada qualidade, facilmente utilizáveis pelo nosso organismo.

Vitaminas e minerais
No planeamento de uma dieta vegetariana estrita existem algumas vitaminas e minerais aos quais se deverá prestar particular atenção, uma vez que se encontram em maior abundância e/ou com maior biodisponibilidade (mais facilmente aproveitados pelo organismo) em alimentos de origem animal. Deste modo, destacamos os minerais cálcio e ferro e as vitamina B12 e D.
Uma adequada ingestão de cálcio é fundamental durante a infância e adolescência para assegurar uma adequada deposição óssea e evitar mais tarde patologias como a osteoporose, bem como para um correcto desenvolvimento dentário. Em vegetarianos estritos o cálcio poderá ser obtido através da ingestão de bebidas de soja suplementadas com este mineral, bem como com os derivados de soja (tofu, por exemplo). As leguminosas como o feijão, lentilhas, grão-de-bico, frutos secos, sementes (linhaça, sésamo…) e vegetais de folha verde fornecem igualmente cálcio e contém quantidades apreciáveis de ferro. O consumo de alimentos ricos em vitamina C (fruta crua como laranja, kiwi, morangos e tomate…) numa refeição que inclua alimentos fornecedores de ferro pode triplicar a sua absorção.
A vitamina B12 é encontrada exclusivamente em alimentos de origem animal, excepto nas algas, pelo que vegetarianos estritos deverão consumir alimentos suplementados com esta vitamina como cereais de pequeno-almoço, derivados de soja ou recorrer a suplementos específicos desta vitamina, com devida recomendação médica. A vitamina B12 possui uma função indispensável na formação do sangue, bem como na adequada manutenção do sistema nervoso.
O nosso organismo necessita igualmente de vitamina D, o qual poderá ser obtido através de diversos produtos alimentares suplementados nesta vitamina, como os cereais de pequeno-almoço ou as bebidas de soja, ou mais facilmente, pela exposição à luz solar. Quinze a vinte minutos de exposição diária, enquanto as crianças brincam por exemplo, é suficiente para síntese de vitamina D, a qual promove a absorção de cálcio.

Resumindo…
Uma dieta vegetariana, mesmo que estrita, poderá ser nutricionalmente adequada às necessidades nutricionais da criança. Contudo, deverá ser correctamente planeada para evitar carências nutricionais na criança em desenvolvimento.
Em caso de dúvida, não hesite em consultar o seu médico e nutricionista.
Cidália Almeida
Nutricionista

Parece-me oportuno referir também que os primeiros anos de vida representam as faixas etárias de elevado desenvolvimento pelo que implementar uma dieta vegetariana estrita antes dos 24 meses de idade, deve ser uma medida muito bem vigiada pelo médico assistente e acompanhada por uma pessoa que domine bem a combinação dos alimentos necessários mesmo que a criança esteja ainda a ser amamentada.

Fonte: Dra. Solange Burri

Consultora em Alimentação

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A opinião é unânime quando se diz que a Alimentação saudável está na ordem do dia e que a redução de sal deve ser estimulada, destacando o sabor natural dos alimentos com ervas aromáticas e especiarias.
Mas, se por um lado tenho debruçado alguns dos meus post’s sobre as ervas frescas, a verdade é que as especiarias merecem agora que as explore também, e analisar a sua incorporação na dieta infantil.
Um dos aspectos que gostaria imediatamente de focar é que todos os alimentos, possuem naturalmente na sua composição, a presença de sódio, pelo que deve existir um enorme cuidado para não exagerar nas doses adicionadas, o que poderá contribuir, a médio prazo, para induzir um re-ajuste dos sensores de paladar localizados na língua. Este facto é particularmente grave no caso da alimentação das crianças pois, existem estudos, que atestam que actualmente chegam a consumir um maior nível de sal do que os adultos, razão pela qual os industriais estão a ser obrigados a baixar as suas formulações alimentares nos teores de sal adicionados.
Claro está, que o consumidor deseja um alimento saudável, mas que seja saboroso também, pelo que os investigadores procuram encontrar alternativas à presença de sal, recorrendo à adição de algas, de ervas aromáticas e de especiarias, componentes com um potencial nutricional espectacular e que, precisamente por causa disso, “agitam” rapidamente o metabolismo humano e devem pois, ser introduzidos com parcimónia, mas que pode ser feito de modo muito regular.
Portanto, destacando esta ideia, é fundamental enriquecer a alimentação com estas atractivas possibilidades, mas tendo o cuidado de o fazer discretamente, em cada refeição, pelo facto também de não adulterar o sabor natural dos alimentos o que, no caso, da educação alimentar infantil merece todo o cuidado…
Mas, se por um lado, a introdução das especiarias, que possuem elevado poder anti-oxidante, deve fazer-se com moderação, em cada prato, a verdade é que se trata de uma excelente forma de diversificar a alimentação da criança e, estimulá-la, deste modo, a conhecer novas formas de apresentação culinária que irão contribuir para a sua mais fácil adaptação alimentar. Claro está que é preciso ter em conta que o Bebé já tenha mais de 12 meses e tenha reagido bem, até então, ao plano alimentar actual oferecido evidenciando uma boa adaptação para além de não apresentar qualquer tipo de susceptibilidade alimentar, como alergias ou intolerâncias.
As especiarias, de carácter doce e nunca picante, podem ser adicionadas muito subtilmente na alimentação infantil devendo apenas existir o especial cuidado de comprar, SEMPRE, boas marcas pois estes produtos desidratados, e à semelhança de todos os produtos “secos”, podem em condições deficientes de armazenagem promover o desenvolvimento de bolores que produzem toxinas – aflotoxina ou acrotoxina – substâncias tóxicas incapazes de ser eliminadas no processo culinário e que se acumulam, ao longo do tempo, no fígado.
Enumero pois os principais cuidados a seguir para introduzir especiarias como a canela, os cominhos, a noz moscada, o pimentão doce, a baunilha, o açafrão, o anis e o cravinho da Ìndia na alimentação da criançada:
1º Ter mais de 12 meses E estar perfeitamente adaptado à dieta familiar;
2º Não apresentar qualquer tipo de susceptibilidade alimentar;
3º Comprar de excelente qualidade;
4º Introduzir em quantidades muito discretas para perfumar os pratos culinários e que nunca mascare o sabor principal dos alimentos;
5º Oferecer apenas variedades doces e nunca picantes que dificultam a digestão e irritam a mucosa estomacal;
6º Como destacam o sabor dos alimentos, reduzir a quantidade de sal adicionada;
7º Oferecer com regularidade, variando de acordo com as possibilidades referidas.
E, porque se justifica, não resisto aqui a deixar aqui algumas dicas para usar com sabedoria as especiarias:

Dica 1 – O seu interessante poder antioxidante impede os microrganismos de actuarem, e por isso são utilizados em vários países como preservantes de carne e peixe. São pois uma excelente forma de preservar os alimentos, em viagem ou até mesmo quando pretendemos prolongar a sua validade, como acontece com uma peça de carne que, certo dia, não apetece cozinhar.

Dica 2 – Como são muito aromáticas, as especiarias não devem ser guardadas junto do fogão, ou do frigorifico, pois zonas quentes destroem o seu perfume. Mantenha-as pois, bem fechadas, e longe das zonas quentes da cozinha.

Portanto, indo de encontro a uma alimentação exótica que o consumidor tem vindo a privilegiar, como se destaca a comida vegetariana, parece-me bastante útil diversificar os pratos que se preparam no dia a dia que, com a incorporação destes pózinhos mágicos, irão aumentar, com sucesso, o leque de oferta da mamã cozinheira. Deixo pois algumas sugestões de receitas, adivinhado que darão asas à imaginação à especiaria que irão acrescentar a cada uma delas…

Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação

BabySOL® – Apoio em Alimentação

Projeto Ulinha

Junho 16, 2010

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O que é o Projeto Ulinha?
O Ulinha é uma vertente do ULA, com metodologia voltada para a educação infantil, conscientizando crianças acerca dos Direitos Animais, estimulando a compaixão, respeito, empatia, engajamento e responsabilidade ética.
O ULA acredita que a educação/conscientização é um meio profilático e definitivo para a problemática da exploração animal. De acordo com Paulo Freire:

“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.

Palavras-chave: educação humanitária, direitos animais, educação infantil, ética, meio ambiente, temas transversais.
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Objetivo:O objetivo do Projeto Ulinha é atingir o maior número possível de crianças e adultos para, por meio da informação e conhecimento, proporcionar-lhes a opção pelas atitudes responsáveis e éticas, que começam em casa, conosco mesmo, com os seres que nos rodeiam, e que vão repercutir no meio em que vivemos influenciando todo o universo.
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Justificativa:
Muitas crianças possuem compaixão pelos animais, mas dentro de uma sociedade consumista e antropocêntrica, são condicionadas a usufruir da exploração dos mesmos, sem refletir sobre isso. Esse condicionamento é reproduzido de geração para geração, gerando um círculo vicioso. É fundamental a educação infantil, visto que as crianças se encontram em plena fase de desenvolvimento e formação, e diferente de muito adultos, ainda questionam, favorecendo um conhecimento crítico acerca dos processos que a cercam.
Por isso, é de extrema importância para a formação de uma sociedade saudável, a diversidade de informações a que as crianças são expostas, para que possam ter material para reflexão e escolha, gerando indivíduos mais autônomos e, de acordo com suas escolhas, mais éticos e transformadores.
Lembramos também, que os temas transversais estão contemplados nessa abordagem, que atendem às propostas dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
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Metodologia:
O projeto Ulinha se apóia na Educação Humanitária. Esta tem como objetivo incentivar a compreensão da necessidade da compaixão e do respeito por pessoas, animais e meio ambiente, reconhecendo a interdependência entre todos os seres vivos. A Educação Humanitária é importante para desenvolver cidadãos responsáveis, pois torna as pessoas sensíveis às sensações/sentimentos de outros seres e, portanto, provavelmente mais conscientes do impacto das suas ações sobre os outros e o planeta.
As apresentações para turmas com faixa entre 5 e 10 anos, são realizadas gratuitamente pelo Ula em escolas, ONGs, creches, orfanatos, igrejas, comunidades, etc., mediante convite feito ao grupo pelo e-mailcontato@uniaolibertariaanimal.com

A apresentação constitui em 40 minutos, com exibição do vídeo “Fulaninho, o cão que ninguém queria”, doInstituto Nina Rosa, que aborda a guarda responsável; conversa (maiêutica), atividades lúdicas e distribuição de cartilhas, vídeos e brindes. Para isto, é necessária uma sala com retroprojetor (ou TV e DVD). Os professores recebem um kit, contendo vídeos, folders e textos. Sugerimos aos professores que continuem desenvolvendo os temas apresentados.

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Material Educativo:
O Ula criou a Cartilha Educativa do Projeto Ulinha, que é um livreto contendo atividades, brincadeiras e muita informação sobre direitos animais para crianças. Com uma linguagem especialmente voltada para o público infantil, essa cartilha tem conteúdo inédito aqui no Brasil. Abordamos temas como guarda responsável, cárcere de animais silvestres, animais em circos e zoológicos e alimentação vegetariana.
Além da Cartilha, o Ulinha conta com apresentações para turmas, uma comunidade no Orkut e em breve teremos um Hotsite.
Cartilha Ulinha: Direitos Animais para crianças
Está disponível para download e reprodução livre, a terceira edição da “Cartilha Ulinha: Direitos Animais para crianças”, que está sendo aprimorada de acordo com a colaboração de pessoas que sugerem mais temas ou pequenas correções.
A cartilha é elaborada por uma educadora e uma publicitária, integrantes do grupo União Libertária Animal (Ula!), unindo assim, especificidades da educação progressista libertária e o lindo apelo visual das artes gráficas às questões filosóficas e práticas (abolicionismo e veganismo) dos Direitos Animais; tudo em uma linguagem especial para essa faixa etária que está em pleno desenvolvimento! O resultado é uma cartilha diversificada e inédita, para crianças a partir dos 5 anos de idade, com muita informação e ludicidade.
O objetivo pedagógico da cartilha é ser um recurso para a educação não-formal, desenvolvendo uma educação humanitária e crítica-transformadora, voltada para a desconstrução de conhecimentos opressores e cartesianos, condicionados pela educação formal tradicional, reprodutora e mantenedora do status quo, seja do animal humano ou não-humano.
Muitas informações contidas na cartilha, são inéditas até para muitos adultos, o que amplifica de maneira espiral a transmissão dos conhecimentos da cartilha, tendo como epicentro a criança, que por sua vez, está em fase latente de diagnosticar e assimilar conhecimentos, com senso questionador ainda ativo.
Como inspiração inicial, tiveram a cartilha Fulaninho, do Instituto Nina Rosa e as cartilhas do ProBem. No entanto, ambas se atém a guarda responsável; por isso a iniciativa em elaborar atividades infantis que integrassem os animais em geral, desconstruindo o especismo e a coisificação.

A cartilha possui atividades que abordam a guarda responsável, senciência, exploração de animais para entretenimento humano (zoológicos, circos e rodeio), a manutenção de animais confinados (pássaros em gaiolas), alimentação ética, consciência ambiental, etc.

A cartilha faz parte do Projeto Ulinha e está para download abaixo, gratuitamente e de livre reprodução!
Para se tornar um apoiador da cartilha, ajudando na reprodução, entre em contato:contato@uniaolibertariaanimal.com
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Cartilha Educativa do Projeto Ulinha criada pelo ULA.
Indicada para crianças a partir de 5 anos. Distribuição Livre.
3ª edição! Mais conteúdo! Mais atividades!
Download : capa colorida, miolo PB (4,50mb)
Formato: Livreto A5 – Duas Dobras – 28 páginas
Tipo de Arquivo: PDF


“Sem a preparação do ser humano, não há desenvolvimento. A violência é fruto da falta de educação.” Leonel Brizola

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“Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.” Paulo Freire

Cadastro de escolas

Junho 16, 2010

O Instituto Nina Rosa é uma ONG voltada à Educação de Valores, cujo trabalho tem como base fundamental o respeito e a ética para com os animais e, como consequência, a ampliação da consciência humana.

Ensino Fundamental

O Instituto não recolhe animais e nem mantém abrigo. Desenvolve desde 2000 material pedagógico usado hoje amplamente pelas escolas da rede Municipal e Estadual de Ensino.

DVDs:

Ensino Médio e Superior

DVDs:

Livros:

A Educação de Valores inclui compaixão e ética, preparando o ser para uma vida mais integral, pacífica e solidária. Ao mesmo tempo beneficia diretamente os animais, cujos direitos passam a ser conhecidos, com encorajamento do respeito e do sentido de responsabilidade que lhes são devidos.

O afeto que os animais inspiram, quando incentivado, pode despertar no indivíduo sentimentos de amor, zelo e positiva auto-estima.
Entende-se que a inclusão do tema dos animais no currículo escolar estimula o desenvolvimento moral, espiritual e pessoal de cada criança, traz benefícios à comunidade escolar e aumenta as oportunidades de aprendizagem em diferentes áreas do currículo. (IAHAIO/2001)

A educação de valores é uma das principais ferramentas para reverter a brutal realidade dos animais no planeta. É a forma sensibilizante, amorosa, de contribuir para transformar humanos em seres mais humanos. Deve-se iniciar em tenra idade, por meio do exemplo e depois continuar no ensino formal, inspirando, apoiando e valorizando sentimentos de compaixão, ética e solidariedade.

Estudos do FBI mostram que a violência contra animais funciona como um “primeiro degrau” para futuras violências contra humanos. Quase todos os assassinos em série (serial killers) têm em sua história a prática de maus-tratos a animais.

Segundo pesquisas, a violência cometida contra animais quando feita ou mesmo assistida por crianças tem consequências psicológicas trágicas, marcando-as por toda a vida.

Gostaríamos de apresentar nosso material pedagógico, pois acreditamos que, dessa forma, poderemos colaborar para uma sociedade mais justa e pacífica.

Para saber mais sobre nosso trabalho, assista ao vídeo institucional em http://br.youtube.com/watch?v=RgDU-iZhNZA.

Clique aqui, preencha e envie o formulário com dados para que possamos contatá-los.

Autora: Meire Gomes*

Artigo publicado no livro ‘Pediatria Radical’ (Ed. Senac – Brasília)

No processo evolutivo da espécie humana ocorreram pressões ambientais que culminaram numa capacidade de aproveitamento de várias fontes de alimento para subsistência. O homem é onívoro, ou seja, é preparado para digerir e absorver alimentos de origem animal e vegetal. Dependendo dos costumes e da disponibilidade de alimentos em uma região, o homem se alimenta de maneiras que podem parecer bizarras para quem está a quilômetros de distância ou em outros países. Dietas que para nós parecem exóticas e até repugnantes, fazem parte da rotina de outros povos. Não temos necessidade de ingerir toda a opção gastronômica do mundo para nos mantermos saudáveis. Uma boa dieta deve fornecer nutrientes em equilíbrio de forma a satisfazer as demandas de nosso organismo mantendo o ritmo de crescimento e desenvolvimento das crianças e os requerimentos nutricionais dos adultos.

Há evidências de que dietas equilibradas, sejam elas vegetarianas ou onívoras, garantem igualmente as necessidades nutricionais do ser humano (1), com discreta vantagem da dieta vegetariana no quesito prevenção de doenças crônico-degenerativas (13). Vegetarianos ou onívoros que arrogam para sua dieta vantagens não vistas na outra estão igualmente desinformados. Nutrição não é religião, é ciência; trabalha-se com evidências e não com crenças. Mais importante do que a pessoa não come é o que ela come.

O índice de anemia é similar entre os dois grupos, contrariando o mito de que vegetarianos são anêmicos (5; 13). Não há consenso se há diferença na expectativa de vida entre os que escolhem ser vegetarianos e os que se mantêm onívoros, mas há evidências de que a qualidade de vida dos vegetarianos seja melhor (2). São pesquisas difíceis de avaliar, pois pessoas vegetarianas habitualmente têm nível sócio-econômico e cultural maior que a média dos indivíduos onívoros e não sabemos até que ponto podemos creditar essa qualidade de vida à dieta ou à maior acessibilidade dos indivíduos vegetarianos aos meios que garantem melhorias na qualidade de vida, como o acesso aos cuidados de médicos e nutricionistas. O fato é que as pessoas devem ter suas escolhas respeitadas e não sofrerem marginalização pela equipe de saúde por suas opções não convencionais. O desconhecimento (4) e a falta de respeito à diversidade gera mitos difíceis de serem trabalhados por nascerem justamente de um meio onde deveriam ser combatidos.

Se a família é vegetariana e manifesta o desejo de criar seus filhos mantendo a rotina alimentar da família, deve ser apoiada e se necessário, uma avaliação com nutricionista pode ser indicada. Não trataremos aqui de dietas restritas como a dos frugívoros (alimentação exclusivamente com frutas) nem das dietas macrobióticas ou outras baseadas em metafísica, pois não há evidências de que sejam bem indicadas para a criança (5; 10).

A motivação para uma dieta vegetariana pode ser religiosa, filosófica (11), uma forma de protesto contra a matança de animais (7), simplesmente uma questão de paladar ou de saúde. Em alguns países a motivação é econômica. Há pessoas que se sentem mais dispostas quando excluem determinados itens de sua dieta, e entre esses itens, as carnes podem fazer parte. Afirmações de que pessoas que comem carne são mais agressivas ou que pessoas vegetarianas são mais pacíficas não têm respaldo científico. No geral, pessoas vegetarianas têm um comportamento “light”, não necessariamente ligado à dieta, mas provavelmente ao seu estilo de vida. A mesma afirmação cabe para pesquisas que mostram que crianças vegetarianas têm QI superior (9), mas a análise metodológica desses estudos não nos parece mostrar validade na conclusão. Não há elementos que levem à conclusão satisfatória de que exista diferença entre o QI de crianças sem desnutrição por tipo de dieta (12). Não julgamos interessante uma família que não tem hábito vegetariano querer impor ao filho uma dieta vegetariana.

1. Quais são os tipos de dietas vegetarianas?

O que há em comum entre as diversas formas de vegetarianismo é a exclusão de todas as carnes, inclusive peixes e frutos do mar. Descreve-se um grupo de semi-vegetarianos, formado por aqueles vegetarianos que eventualmente consomem peixe ou outro tipo de carne.

Vegans: São os vegetarianos restritos. Na sua dieta não há nenhuma fonte de origem animal.

Lacto-vegetarianos: Admitem o uso de leite de vaca e derivados em sua dieta.

Ovo-lacto-vegetarianos: Além do leite de vaca e derivados, admitem o consumo de ovos.

2. Uma criança pode se manter saudável sendo vegetariana?

Sim, como uma criança com dieta onívora também pode se manter saudável, desde que ambas sejam equilibradas, sem deficiência de vitaminas e outros elementos (como ferro e zinco). O estímulo ao aleitamento materno é fundamental para qualquer criança, assim como as medidas de higiene, o estímulo ao desenvolvimento, o afeto da família e os cuidados preventivos de saúde, como as vacinas. Não é só a dieta a responsável por uma infância feliz e saudável (8).

3. Quais os cuidados adicionais para prevenir a deficiência de algum nutriente?

Toda criança, independente da dieta que recebe, deve ter seguimento clínico regular com seu pediatra, que vai avaliar as condições gerais de saúde, seu crescimento e seu desenvolvimento. Crianças com dietas especiais, como crianças com doença celíaca, diabetes, alergias alimentares e crianças vegetarianas (3; 5), podem requerer auxílio de um nutricionista até a família se adequar à rotina necessária para garantir as necessidades da criança.

O crescimento de crianças vegetarianas, inclusive vegans, segundo a American Dietetic Association apoiada pela Academia Americana de Pediatria (5) é similar a de crianças nutridas por outro tipo de dieta que tenha um planejamento igualmente adequado. Dietas com restrições severas podem retardar o crescimento.

A desvantagem da dieta vegetariana na infância se encontra em dietas vegans no primeiro ano de vida, pela dificuldade de se ofertar uma adequada cota calórica. Curiosamente, a cota protéica que é a maior preocupação leiga e de alguns profissionais de saúde, não tem saldo negativo nos vegans. Uma combinação de vegetais e grãos fornece proteínas adequadas para o crescimento de crianças e lactentes. Indicamos um seguimento com nutricionista experiente para adequação calórica quando a família não aceita o uso de leite, derivados e ovos.

A vitamina B12 é encontrada apenas em alimentos de origem animal (8). A deficiência de vitamina B12 é rara entre vegetarianos não-restritos. Muitos produtos como iogurtes, biscoitos, achocolatados, cereais infantis, o leite de soja industrializado e outros alimentos são acrescidos de vitamina B12.O leite de soja em fórmula para lactente seria um grande aliado, mas entre os vegans pode existir resistência ao uso de alimentos produzidos por algumas multinacionais. Há indicação de suplementação desse elemento caso a criança não faça uso de alimentos fortificados.

A suplementação de vitamina D só está indicada nos caso de crianças privadas da luz solar e em vegans de etnia negra. O conteúdo de ferro em dietas vegetarianas é satisfatório. A baixa biodisponibilidade do ferro de origem vegetal é compensada pela ingesta de frutas ácidas, que aumentam a absorção do ferro (5; 6; 13). Não há relato de deficiência de Zinco em crianças vegetarianas além do encontrado na população geral.

A ingestão de cálcio na dieta vegetariana de crianças é tão boa quanto a de crianças com dieta onívora. Em crianças vegans, se não houver consumo adequado de vegetais folhosos escuros e nozes, um suplemento de cálcio pode ser requerido. O consumo de leite e derivados feito pela maioria das pessoas vegetarianas garante a cota necessária de cálcio se a quantidade requerida não for obtida através dos folhosos.

4. Onde encontro receitas?

4.1 – Livros:

Cozinha Vegetariana

Autora: Carolline Bergerot

Editora Cultrix

Lar Vegetariano

Autores: Ivonete do Amaral Dias Nakashima e colaboradores

Editora Cultrix

4.2 – Internet:

http://www.vegetarianos.com.br/receitas.htm

http://www.vegetarianismo.com.br/

http://www.livrodereceitas.com/vegetarianas/index.html

http://br.geocities.com/vv_receitas/index.htm

http://www.vidyayoga.org/vegetarianismo/receitas/

Algumas referências:

(1) http://www.eatright.org/cps/rde/xchg/ada/hs.xsl/home_4635_ENU_HTML.htm

(2) http://www.eatright.org/cps/rde/xchg/ada/hs.xsl/nutrition_8053_ENU_HTML.htm

(3) http://www.eatright.org/cps/rde/xchg/ada/hs.xsl/home_4051_ENU_HTML.htm

(4) http://www.centrovegetariano.org/index.php?article_id=342

(5) Manual of pediatric nutrition, 4th edition – American Academy of Pediatrics

(6) Adolescent Vegetarians: How Well Do Their Dietary Patterns Meet the Healthy People 2010 Objectives? Perry CL, McGuire MT, Neumark-Sztainer D, Story M. Arch Pediatr Adolesc Med. 2002;156:431–437

(7) The vision of vegetarianism and peace: Rabbi Kook on the ethical treatment of animals History of the Human Sciences 2004 17: 69-101

(8) American Journal of Clinical Nutrition, Vol. 78, No. 1, 3-6, July 2003

(9) BMJ 2007;334:216-217

(10) Canadian Medical Association Journal, Vol 156, Issue 10 1454-1455

(11) Amato, PR, Partridge SA. The new vegetarians: Promoting Health and Protecting Life. New York, 1989

(12) Dwyer JT, Miller LG, Arduino NL, et al.Mental age and IQ od predomnantly vegetarian children. J Am Diet Assoc

(13) http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v9n1/11.pdf

via Vegetarianismo e Crianças « ♦ SALADA MÉDICA ♦.

Destacamos 4 frutos para combater algumas doenças:

framboesasFramboesas

Fruto rico em vitaminas C e B3 e Cálcio, muito bom para a saúde dos ossos e dos dentes. Este fruto tem também propriedades antibióticas naturais, ajuda no tratamento da diarréia e a reduzir o muco nas constipações e gripes. A criança gostará certamente delas ao natural ou transformdas em gelado.

cerejasCerejas

São muito doces e saborosas tem muita vitamina C, e ajuda bastante o sistema imuntário. São ricas em ferro assim previne a anemia a ajuda a transportar nutrientes para o cérebro. Assim como as framboesas este fruto também possui prpriedades anti-espásmicas, indicado para combater as cãibras e aliviar as dores de estômago.

pessegosjpgPêssegos

Os pêssegos são ricos em betacaroteno e vitamina C, protege o organismo de infecções e vírus. São também uma fonte em ácido fólico que ajuda a produzir glóbulos vermelhos e consequentemente são bons para uma melhor circulação do sangue e para o cérebro e músculos. Se comer com pele funcionam como laxante (bastante suave), e é indicado para crianças que têm problemas de digestões (digestões dificeis).

papaiaPapaia

É um fruto muito rico em beta-caroteno, nutriente muito importante para um bom sistema imunitário. Este fruto é rico em papaína uma enzima digestiva natural que ajuda a eliminar o muco durante as constipações.

espinafresTemos uma grande variedade de vegetais aptos para serem transformados em saladas, purés, sopas, suflés, guisados, tartes enfim existe uma grande

variedade, e todos estes alimentos são muito ricos em vitaminas e minerais.

  • Quando fizer sopa ou puré de legumes, junte sempre no final um fio de azeite (sem ferver) é muito bom pois ajuda na maturidade do sistema nervoso central;
  • Não deve utilizar muito tempo a liquidificadora ou a varinha mágica pois perde o amido;
  • Vá variando quando fizer puré ou sopa caso contrário os seus filhos fartar-se-ão do mesmo sabor;
  • As verduras cruas conservam mais as vitaminas e os minerais do que se forem cozidas;
  • É preferível fazer as verduras a vapor do que cozer, pois os nutrientes ficaram na água;
  • Se o seu filho for magro pode juntar sempre à sopa ou ao puré batata e cenoura por tem mais calorias;
  • Lave sempre cuidadosamente os alimentos principalmente as verduras;
  • Quantas mais cores tiver a sua salada mais vitaminas terá.