Desenvolvimento mental

Julho 9, 2010

Desenvolvimento 0 aos 3 anos

desenmentalO desenvolvimento é contínuo. A criança desenvolve cada uma ao seu ritmo, é um processo inesgotável, que pode e deve ser incentivado pelos pais. Em termos de desenvolvimento não existem duas crianças iguais. No entanto terão que passar por todas as etapas do desenvolvimento sequencialmente, ou seja o seu bebé terá que se sentar antes de começar a andar. Este desenvolvimento estará directamente relacionado com o grau de maturidade do seu cérebro. O sistema nervoso central, músculos e articulações  deverão ter atingido um grau de maturidade para que isso se possa tornar possível. A fala depende do crescimento e desenvolvimento dos músculos e do cérebro, o que só acontece apartir dos doze meses de vida. As meninas por norma começam a falar mais cedo que os meninos. Se estiver atento aperceber-se-á de que o desenvolvimento  é feito sempre da cabeça para os pés. Outro aspecto muito interessante é que nos primeiros anos de vida de uma  criança mais do que em qualquer outra idade aprendem mais, daí também a nossa responsabilidade como pais em ensiná-los e estimulá-los, de uma forma dedicada e paciente.

Desenvolvimento mental das 12 semanas às 20 semanas

12 semanas:das-12-semans-ás-20

Tem consciência do seu próprio corpo, reage a estímulos com gestos, sorrisos, movimentos da boca. Emite sons e expressa a sua excitação através de movimentos do seu corpo.

Estimule:

Brinque com o seu filho fazendo-lhe cócegas, cante e exagere nos seus comportamentos rindo e contando histórias infantis. Dê-lhe brinquedos de várias texturas e pesos para que ele possa descobrir novas sensações.

16 semanas:

É bastante curioso, gosta de estar em posições em que possa ver o meio que o rodeia. Reconhece brinquedos, sítios, sons, pessoas e sensações.

Estimule:

Brinque, entusiasme brincadeiras em comum. Ofereça-lhe uma grande variedade de brinquedos incluindo os que fazem bastante ruído.

20 semanas:

Adora brincar no banho. Atingiu já alguma concentração o que o leva a passar mais tempo a examinar objectos e até mesmo a sua expressão ao espelho. Dirige o olhar para a proveniência dos sons. Chama a atenção com os braços e com as pernas, espera conseguir algo.

Estimule:

Responda e dê atenção ao seu filho sempre que este o solicitar para que compreenda que as suas chamadas de atenção são atendidas. Fale com ele e diga-lhe o seu nome várias vezes. Faça jogos como o “cucu-tátá” verá que são jogos com bastante receptividade.

Desenvolvimento mental das 24 semanas ás 32 semanas

24 semanas: das-24-ás-32-semanas

Gosta de se ver ao espelho e fala consigo mesmo, tocando e emitindo sons. Demonstra alguma timidez perante alguns estranhos. Demonstra que gosta mais de alguns alimentos do que de outros.

Estimule:

Deixe cair brinquedos, apanhe-os e dê-lhos novamente. Brinque bastante com o seu filho, de dar o objecto e de lho tirar.

28 semanas:

Entende o seu nome, e pede colo. Emite sons diversos, alguns reconhecíveis. Começa a imitar coisas simples.

Estimule:

Utilize o espelho e incentive-o a brincar com ele, cria a noção de identidade. Emita sons como “tá”, “dá” para que ele os possa pronunciar ao repetir. Deixe-o comer sozinho (alguns alimentos tais como a parte dura do pão).

32 semanas:

Interessa-se por objectos que caiam, e que ficam fora do seu alcance visual. Entende o significado da palavra “não”.

Estimule:

Estimule as brincadeiras dentro de água, com brinquedos.

Desenvolvimento mental das 36 semanas ás 48 semanas

das-36-ás-48-semanas36 semanas:

Vira a cabeça para a pessoa que o chama pelo nome. Sabe quando deve rir.

Estimule:

Ensine-lhe os hábitos do dia-a-dia. Fale constantemente com ele e explique-lhe alguns procedimentos tais como para comer, desde o sentar, colocar o babete, agarrar na colher.

40 semanas:

Compreende alguns hábitos do dia-a-dia. Procura brinquedos que estão escondidos. Diz adeus com a mão e dá a mão se lha pedirmos.

Estimule:

Esconda brinquedos para treinar a sua memória. Mostre-lhe como se deve vestir e a despir um boneco. Comece a contar-lhe histórias e a mostrar-lhe imagens nos livros.

44 semanas:

Nesta fase a criança passa o tempo todo a deitar os objectos para o chão. Já emite uma palavra reconhecível. Compreende a ideia de palavras como “aqui”, “ali”, “dentro” , entre outras…

Estimule:

Faça jogos com as mãos , bata palmas e ensine a bater palmas. Lê-lhe histórias curtas para lhe prender a atenção. Veja ilustrações e vá-lhe dizendo o nome dos objectos que lá se encontram.

48 semanas:

Já diz o seu nome e gosta de repetir a palavra “não”. Gosta de a fazer rir e começa a ter noção de como o poderá fazer através de brincadeiras.

Estimule:

Diga-lhe os nomes de partes do corpo e aponte com o dedo para o que é seu e para o que é dele. Conte-lhe histórias que possam eventualmente estar associadas a sua vida quotidiana.

Desenvolvimento mental de 1 ano aos 21 meses

1 ano:

Compreende já muitas coisas, tais como identificar um objecto num livro, reconhece perguntas que lhe são dirigidas. Pega em objectos e dá á mãe, emite sons e pronuncia três ou quatro palavras com significado.

Estimule:

Demonstre-lhe afecto não só através de colo, beijos e abraços como também através de brincadeiras, para lhe criar a noção do que é demonstrar emoções. Quando estiver a realizar tarefas com ele explique-lhe o que está a fazer, tais como calçar meias e sapatos, uma colher de sopa, entre outras que podem ser descritas…

15 meses: de-1-ano-aos-21-meses-2

O seu filho já conhece partes do corpo e sabe identificá-las. Gosta de ver imagens de animais e de ouvir o som que emitem.

Estimule:

Crie o hábito ensinando-o a arrumar os seus objectos no lugar correcto. Transmita-lhe a sensação que fez proezas, dizendo-lhe palavras positivas quando ele realizar algumas tarefas.

18 meses:

Imita algumas das suas acções, realizando algumas tarefas, isso contribui para a construção da sua auto-estima e a criança fica satisfeita. Aponta objectos no livro se lhe disser o nome, reconhecendo já bastantes destes.

Estimule:

É muito importante que a mãe vá falando com a criança ao longo da realização das tarefas e repetindo várias vezes determinadas acções para que a criança seja estimulada através da repetição. Apresente-lhe jogos novos como os cubos que encaixam uns nos outros.

21 meses:

Sabe pedir-lhe comida, bebida ou brinquedos. Quando não se faz entender é capaz de a agarrar ou empurrar até ao objecto pretendido.

Estimule:

Emita sons referentes a cada objecto diferente, não só dos animais mas como também de aviões, comboios, gatos, cães, entre outros… quando brincar com a criança vá-lhe ensinando o nome  das várias cores.

Desenvolvimento mental dos 2 anos aos 2 anos e meio

aos-3-anos22 anos:

Nesta fase a criança fala muito e faz perguntas, o seu vocabulário já começa a ser grande.  Já começa a controlar os esfíncteres e poderá pedir o bacio para fazer xixi.

Estimule:

Explique-lhe que cada objecto tem diferentes texturas, através de brinquedos uns mais duros outros macios. Poderá dar-lhe lápis para pintar e desenhar. O contacto com outras crianças é importante.  Coloque-lhe cassetes com musicas infantis  e histórias. Dê-lhe cubos, triangulos e outras formas para encaixar nos devidos lugares.

2 anos e meio:

Começa com os “porquês?” e diz “Não quero”, “Não sei” “Não há” e muitas mais… Conhece a musica, já é capaz de a cantar. Diz o seu nome. Sabe contar até três.

Estimule:

Inclua nos jogos e brincadeiras que fizer com a criança os números.

Desenvolvimento mental aos 3 anos

dos-2-aos-2-e-meio-23 anos:

A curiosidade é muito grande. A criança faz bastantes perguntas “Porquê?”; “O quê?”; “Como?”; “Onde?”; “O que é?” . As brincadeiras representam a vida do dia-a-dia, o que a mãe ou o pai fazem, ou outro familiar. Reconhece o seu sexo e sabe quem é menino e menina.

Estimule:

A memória deve ser treinada, recordando a criança o que fez anteriormente. Estimule a ser independente e autoconfiante, pergunte-lhe o que quer levar vestido. Leia-lhe muitas histórias e faça de conta que o seu filho é a personagem principal da história. Estimule o seu filho a pintar, desenhar, desperte-lhe o interesse, pelas cores…

Fonte

hábitos-alimentaresÉ tradição  bebés gordinhos e rechonchudos.

O que acontece é que estas crianças crescem e transformam-se em grandes consumidoras de produtos alimentares altamente calóricos e prejudiciais á saúde. Foi realizado um estudo pela Comissão Europeia, no qual Portugal se encontra nos primeiros lugares com a maior taxa de obesidade infantil. Cerca de 30% das crianças com idades entre o 7 e os 11 anos têm excesso de peso. Este problema nunca vem só, significa que pode originar problemas de auto-estima, problemas ao nível escolar, depressões, sentimentos de exclusão e marginalidade.

A criança obesa é mais propensa a contrair doenças tais como: hipertensão, apneia do sono, distúrbios hepáticos e arteriais, colesterol,cálculos renais e também varizes, prisão de ventre e falta de mobilidade e flexibilidade.

A obesidade infantil é actualmente um problema que necessita do esforço de todos nós, por começar em casa, com bons hábitos alimentares. E não nos podemos esquecer que não podemos limitar uma criança, o que não pode comer, quer isto dizer que produz o efeito contrário, a criança terá mais vontade de comer determinadas coisas a que está limitada. Não podemos no entanto privar a criança de determinados alimentos pois esta está em crescimento.

Existe alguns truques que podem ajudar, para que a criança como menos mas melhor:

  1. Coloque as guloseimas fora do alcance da criança (não tenha bolachas e alimentos similares á vista);
  2. Controle a quantidade de alimentos (colocando a comida em partos mais pequenos, ficará com a sensação de que comeu um prato cheio, quando na realidade era menos comida);
  3. Faça pratos coloridos (Pode provocar um efeito psicoemocional positivo, utilizando mais legumes e saladas);
  4. Coloque á vista no frigorifico bastantes frutas (ricas em várias vitaminas são optimas para saciar a foma);
  5. Prepare um lanche saudável (em lugar de bolos, experimente barrinhas de cereais ricas em fibras);
  6. Tentar respeitar as horas ds refeições, bem como comer entre as principais refeições;
  7. O ambiente á mesa deverá ser calmo, sem discussões;
  8. Não obrigue o seu filho a comer, este processo demora bastante tempo de adaptação é progressivo, tenha paciencia e  insista no procedimento a seu tempo.

O exercício físico é muito importante, nesta fase todas as actividades são bem vindas, em lugar de ficar frente á televisão sentado. Os pais deverão dar o exemplo, também praticando exercicio e comendo comida saudável, para que os filhos possam seguir bons exemplos em casa.

via  Tudo sobre Bebés, Gravidez, Crianças e Familia..

Mau Comportamento a partir dos 2 anossugestões-menu---10

Perguntamo-nos muitas vezes se uma criança de dois anos pode ser má com frequência. Aquele comportamento será normal nesta fase? Segundo um especialista não existem crianças más. As crianças apartir desta idade iniciam este tipo de comportamentos que conhecemos como “maus”: bater; desobedecer; morder; gritar; sobem armários; …

Ser “Mau” para a criança é como ser comparado ao lobo mau que faz mal às avozinhas, é ser comparado á bruxa má que faz mal às princesas, enfim nenhuma criança se identifica com essas personagens nem considera que as suas próprias atitudes são semelhantes ao ponto de serem consideradas más. As crianças a partir dos dois anos têm este tipo de atitudes porque são teimosas, despreocupadas e não têm a noção do perigo.

Na realidade todas as mães têm a mesma atitude ou pelo menos a sua maioria, repreende o seu filho por andar aos saltos dentro de casa ou porque desarruma ou por outro motivo que vai chocar com a nossa necessidade adulta de paz e descanso. É difícil para nós por vezes compreendermos que o nosso filho tem necessidades opostas às nossas, nós queremos descanso os nossos filhos querem brincar e necessitam de gastar energias.

Na realidade devemos encontrar um ponto de equilíbrio, para que os nossos filhos não fiquem malucos connosco e nós com eles. Temos que tentar compreender porque é que o nosso filho faz birras enormes e joga tudo para a chão ou inclusive nos bate. Nós somos os adultos cabe-nos a nós ajudá-los e não o contrário. A criança por vezes pode apenas necessitar de atenção, afecto, de espaço para as suas brincadeiras.

Afinal talvez o nosso filho não se comporte assim tão mal como nós pensamos, mas sim porque como estamos mais cansados não conseguimos aperceber-nos disso na devida altura.

Como devemos reagir?Mau-comportamento-2-anos-22

Antes de mais, devemos tentar substituir no nosso discurso a palavra “mau” por palavras como “perigoso”, “aventureiro” ou outras… isto porque uma criança de dois anos pode acreditar realmente que é mau e começar-se a comportar como tal.

Mostrar-lhe compreensão quando ele não pára quieto, e demonstrar-lhe que entendemos a sua atitude: “sei que precisas de correr e saltar, que estás aborrecido porque ainda não saímos de casa hoje, mas a mãe precisa de descansar…”. Ser carinhosa mas firme, não ceder naquilo que lhe pedimos para não fazerem, reforçando sempre a mensagem verbal com a corporal, mas não deve ser violenta. Não se esqueça que deverá negociar sempre e que essa negociação raramente é feita á primeira tentativa, não desista.

Se quiser que o seu filho se torne num adulto bem educado, seja exemplar e mostre-lhe desde o inicio como se faz, sendo o seu exemplo a seguir. Não se esqueça que as crianças imitam tudo o que veêm fazer, e é muito fácil utilizar palavras como “por favor”, “obrigado”, “com licença”, “desculpa”, “bom dia”, entre outras…

Até aos 3 anos de idade o seu filho imita o seu comportamento e até as suas expressões faciais. Apartir dos 12 meses as crianças tornam-se masi sociaveis e aprendem palavras muito rapidamente, deve aproveitar esta fase. Sempre que o seu filho peça qualquer coisa aproveite para lhe transmitir as boas palavras das boas maneiras.

É preciso ter paciência pois dos 3 aos 5 anos de idade as crianças começam a ser mais sociaveis, e começam a compreender que a educação é um veículo para o convívio saudável. Paciência é uma coisa que vai ter que repetir muitas vezes para ele compreender, terá que esperar que a mãe fale ao telefone ou pela sua vez no escorrega ou outra coisa ele vai ter que esperar. Vai também ter que pedir muitas vezes desculpa por ter errado em determinada circunstancia, o ter que reconhecer que errou é muito importante passar essa mensagem e admitir o erro.

A partir dos 6 anos de idade deve aprender a ser anfitrião. Se receber colegas lá em casa deve perguntar-lhes se querem lanchar… se alguém lhe oferecer alguma coisa deve incentivar a agradecer, pessoalmente ou por telefone ou ainda por carta se assim o entender.

via Tudo sobre Bebés, Gravidez, Crianças e Familia..

Nutrição infantil

Julho 9, 2010

Basta agitar, colocar o canudinho e tomar. Práticos até dizer chega, os sucos prontos, em embalagens individuais ou não, ganham cada vez mais espaço no carrinho de supermercado de pais e mães ultra-ocupados. E têm lugar cativo na lancheira dos baixinhos.

De olho nesse mercado ávido por novidades, os fabricantes se esmeram nos lançamentos. Oferecem sucos naturais de incontáveis sabores e turbinados com vitaminas ou ingredientes que integram a seletíssima lista de alimentos funcionais — caso da soja, a queridinha dos nutricionistas de norte a sul.

Páreo duro para os feitos em casa, pelo menos no quesito praticidade. Como os pais têm a saudável mania de querer o melhor para seus filhos, é inevitável que se perguntem se, ao optar pela bebida pronta, não estarão deixando a qualidade em segundo plano.

Com certeza o que vem na caixinha não se compara àquela bebida preparada na hora, com frutas escolhidas a dedo e muito carinho. Diferentemente de algumas versões industrializadas, o suco feito em casa é totalmente livre de corantes e conservantes (presente principalmente nos refrescos) e adoçado na medida certa.

Suas vitaminas ficam preservadas, desde que tomados logo após o preparo, bem entendido. O suco caseiro só é pobre em fibras, assim como os prontos. Esses nutrientes amigos do bom funcionamento do intestino se perdem no processo de extração do sumo da polpa.

Doce demais
Segundo os especialistas, um dos maiores inconvenientes dos sucos prontos é a quantidade de açúcar, como concluiu a nutricionista Martha Paschoal, do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, em um levantamento recente. Para efeito de comparação, ela conta que um copo de suco de laranja feito na hora (200 ml) tem, em média, 9,7 gramas desse componente. Já uma caixinha de mesmo sabor conta com 26 gramas. Por isso, ao dar duas, três dessas caixinhas por dia a seu filho, você pode estar cevando um futuro gordinho se ele estiver no grupo de risco.

Isso não quer dizer que essas alternativas de lanche devem ser abolidas. Nada disso. Os sucos prontos têm lá suas vantagens. Além de trazer a fruta para o cardápio dos baixinhos, que muitas vezes torcem o nariz para as versões in natura, eles têm boas doses de vitaminas. Muitas vezes basta uma porção para chegar à dose diária recomendada desses nutrientes. E aqui, outro ponto para os sucos prontos. A vitamina C da fruta espremida em casa some do copo rapidamente, pois se degrada a jato quando em contato com o ar e o calor. Se a criança demora para beber, pode dar adeus a esse nutriente famoso por fortalecer o sistema imunológico e combater os radicais livres, agentes responsáveis pelas doenças degenerativas. A ordem, então, é preparar e tomar. Com os prontos, isso não ocorre.

Saída de emergência
Vitaminados de um lado, açucarados demais de outro. O melhor, então, é saber tirar partido com moderação. Pode, sim, colocar uma caixinha na lancheira da escola, desde que acompanhada de uma fruta para garantir as fibras. E também não é nenhum pecado levar um desses produtos em passeios ou viagens. Em casa, já sabe: dê preferência ao suco natural, com pouca ou nenhuma adição de açúcar. “Evite mais do que uma dessas caixinhas por dia”, aconselha Fábio Ancona Lopez, pediatra e nutrólogo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Para as crianças que estão na fase pré-escolar, a dose não deve ultrapassar metade da porção.” A nutricionista Daniela Silveira, que também é pesquisadora da Unifesp, arremata: “Como elas têm o estômago pequeno, metade dele fica ocupada pelo líquido e isso dá uma sensação de saciedade. Aí elas deixam de ingerir outros alimentos importantes”.

Os reis da vitamina C
Além de agradar o paladar da criançada, eles fortalecem o sistema imunológico e combatem os maléficos radicais livres

• Ades em vários sabores
Possui 38 mg por porção, o equivalente a 83% do valor diário recomendado com base em uma dieta de 2 mil calorias. Mas se o seu objetivo é usá-lo também como uma alternativa para o leite de vaca, alto lá. “Nessas bebidas, a proteína de soja é superdiluída”, afirma Roberto Hermínio Moretti, professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade de Campinas (FEA/ Unicamp). “Uma concentração tão baixa não traz os mesmos benefícios do leite de soja tradicional.” Segundo a Unilever, fabricante do Ades, quem tem intolerância à lactose ou precisa fazer um controle do colesterol deve optar pela versão original, que contém 5 g de proteína por porção de 200 ml, semelhante à dos produtos lácteos.

• Maraú Orgânico Mix — laranja/acerola
Além de ser produzido sem agrotóxicos, contabiliza 150 mg do nutriente, o que corresponde a 240% do valor diário recomendado.

• Del Vale sabor pêssego
São mais de 12 sabores, entre eles os diferentes laranja com mel e abacaxi com hortelã. Fornece 93% do valor diário recomendado de vitamina C.

• Suco Mais sabor caju
Turbinado com 108 mg de vitamina C, o que corresponde a 180% do valor diário. O de manga ainda é enriquecido com 244 mcg de vitamina A (30% do valor diário recomendado).

Uma bebida, diferentes versões

Sucos feitos na hora
À base de frutas frescas, têm mais vitaminas e minerais do que a versão industrializada.

Em embalagem longa vida
Prefira os classificados como suco natural ou néctar, que contam com uma quantidade maior da polpa da fruta e não têm conservantes.

Sucos orgânicos
Seguem as especificações do grupo dos néctares.
O diferencial é que são feitos com produtos sem agrotóxicos.

Polpas congeladas
Elas perdem um pouco a qualidade e a quantidade de vitaminas, comparadas com os sucos feitos na hora. Mas são uma opção interessante para quem deseja controlar a quantidade de açúcar, pois é o próprio consumidor que adiciona ao prepará-lo.

Sucos em pó e refrescos
Além de conter uma quantidade mínima de suco de fruta, estão lotados de açúcar e produtos químicos, como os que dão cor, sabor e aroma, e podem desencadear alergias. Evite.

Levo este ou aquele?
Decidir pelo melhor entre tantas ofertas, convenhamos, não é tarefa fácil. A menos que você siga instruções tão simples quanto estas:

Olho vivo no rótulo
Os sucos industrializados precisam ter registro no Ministério da Agricultura e especificar o número de inspeção na embalagem. Isso garante que o produto segue as regras legais de fabricação.

Saiba quem é quem
De acordo com Rogério Tochini, pesquisador científico do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas, os sucos são enquadrados em três categorias —natural, néctar e refresco —, classificadas segundo sua composição. A primeira designa as bebidas que contêm a polpa e o suco concentrado da fruta – no caso da manga e da goiaba, espécies mais viscosas, podem ter até 10% de água potável.

Frutas são mais nutritivas do que os sucos
A grande vantagem da troca é a menor ingestão calórica. Uma única laranja-pêra, por exemplo, tem 50 calorias. Se você quiser tomar um belo suco, vai precisar de três delas para completar um copo de 200 ml e isso soma 113! No processamento há também uma perda de nutrientes, ressalta a nutricionista Bianca Masuchelli Chimenti, de São Paulo. Nesse caso, boa parte da vitamina C vai embora e, como o bagaço em geral é desprezado, deixamos de ingerir as fibras, que melhoram o funcionamento do intestino e aumentam a sensação de saciedade.

Fonte: Revista Saúde

via Nutrição

Julia Priolli
Revista Vida Simples – 07/2010

Muitos pais cometem falhas na alimentação das crianças sem perceber

“Dá uma mamadeira queridinha, mamãezinha”, dizia o Francisco, aos 3 anos de idade, depois que nasceu Sebastião. Eu ficava comovida. A mamadeira de leite com achocolatado apaziguava alguma coisa dentro dele que ultrapassava minha capacidade de compreensão. “É meu peito”, argumentava ele, me deixando sem palavras, enquanto eu amamentava seu irmão. Me deixava também sem poder de veto, que sempre exerci sem remorsos. Culpa é para mãe desocupada. Lá em casa não dá tempo. Então, antes que ele abrisse o berreiro e convidasse o irmão a se juntar àquela ópera, eu dava logo uma mamadeira. Ou duas. Ou três.

Então fui convocada a fazer esta reportagem e investigar os erros que os pais cometem e que atrapalham o paladar e a alimentação dos seus filhos. A primeira coisa que fiz foi assistir a uma palestra de Jamie Oliver, o chef inglês da hora – aquele que conseguiu a proeza de reformular a merenda da rede de ensino britânica. E descobri que, com as várias “mamadeirinhas queridinhas” que o Francisco tomava por dia, ele ingeria um “carrinho de mão” de açúcar por ano. Mesmo sendo zelosa com a alimentação dos pequenos, ao escrever esta reportagem percebi, constrangida, que minha própria casa era uma comédia dos erros – será que a sua também é?

Forçar as boas maneiras
Meus filhos comem bem. Mesmo reclamando, o Francisco nunca deixa sobrar nada no prato e opera o garfo com destreza de dar gosto. Aprendi com minha mãe que desperdício, bem como falar de boca cheia, é uma grosseria. O Sebastião, de 7 meses, que está adentrando no universo dos comestíveis, se revelou uma pequena capivara, sempre colocando a mão em tudo. Lá em casa já virou bordão: “Sem as mãos”, e assim vou ministrando as colheradas sem deixar que o pequeno encoste na comida. Tudo isso para descobrir, com cara de eureca, que se sujar faz parte do processo. “A alimentação é uma experiência sensorial completa e levar comida à boca é decorrência da manipulação”, diz o pediatra e consultor do Ministério da Saúde Carlos Eduardo Correa. Ele afirma que, se a experiência sensorial for prazerosa bem no comecinho da vida, a criança sempre vai querer experimentar coisas novas. Nem adianta querer passar noções de etiqueta antes de a criança completar 1 ano. Entre os 2 e os 3 anos de idade, a criança começa a entender o porquê das regras, tem habilidade para usar a colher. “As boas maneiras devem ser introduzidas como parte do processo de aprendizagem, com naturalidade”, diz a psicóloga e doula Daniela Andretto.

Proibir de entrar na cozinha
Na cozinha, meus pequenos só entravam na hora de comer. Sempre os deixei longe do fogo e das facas. Longe, por tabela, do preparo das comidas. Um erro, como vim a saber. Pesquisadores em pedagogia da Universidade de Colúmbia, Nova York, descobriram que preparar comidas saudáveis junto com as crianças afeta seus hábitos alimentares de maneira positiva. Aproximadamente 600 crianças de 6 a 12 anos que participaram de aulas de culinária e nutrição começaram a comer mais grãos e vegetais. O fato de prepararem seus próprios alimentos as tornou mais propensas a comer bem. “Não deixar a criança entrar na cozinha é um erro natural. Os pais têm medo que elas se machuquem”, diz a nutricionista infantil Ana Carolina Elias de Almeida. “Mas é importante envolvê-las no preparo da comida, inclusive na compra, para que elas possam conhecer a variedade de alimentos que existe.” Tudo isso é possível com os devidos cuidados. Os pais devem ficar sempre de olho e nunca deixá-las sozinhas na cozinha. Mas, para o pediatra Carlos Eduardo, o medo de acidentes domésticos pode ser um risco em si: “Se a criança não aprende o que pode machucar, não reconhece os perigos do ambiente e fica vulnerável”.

Longe das mãos, perto dos olhos
Minha casa também estava cheia de itens proibidos – chocolate, salgadinhos, refrigerantes – bem longe das mãos, mas suficientemente perto dos olhos a ponto de atiçar o desejo dos pequenos. Toda casa deve ter um pouco de guloseimas, mas estudos da Universidade de Penn State, nos EUA, sugerem algo que a gente, no fundo, já sabe: alimentos proibidos são mais desejáveis. Crianças foram sentadas em uma mesa com acesso ilimitado a doces e quitutes. Numa outra mesa, os doces ficaram dentro de um pote de vidro e as crianças foram informadas de que poderiam comer somente depois de 10 minutos. Na mesa em que o consumo era livre, comeu-se três vezes menos do que na mesa em que havia restrições. “A proibição reforça o desejo por coisas que não fazem bem. O doce é gostoso e proibido. Isso gera ansiedade na criança”, diz Ana Carolina. Para solucionar o problema, a nutricionista sugere moderação por parte dos pais, ao comprar itens que não querem que os filhos consumam, e muito diálogo: “É um bom momento para trabalhar a questão dos limites com as crianças, explicar que tem a hora e a quantidade certa para comer”.