Uma Pequena Grande VITÓRIA!

Setembro 18, 2015

@Alimentação_Escola

Lindo testemunho de uma Mãe Orgulhosa! E que orgulho temos quando se consegue, mesmo o que para a maioria é pouco, para nós é um Grande passo! ❤
Obrigada Elisabete por nunca desistir! Um exemplo de que ser persistente compensa! 😀
«VITÓRIA!
Hoje quero partilhar com todos vocês a minha pequena (GRANDE!!!) vitória!
Depois de um ano, de verdadeiro braço de ferro, com a directora do colégio da minha filha, de ser motivo de chacota, acusada de extremista, criticada por outros pais, consegui pela 1ª vez,que todas as suas refeições, incluindo os lanches, as pequenas visitas de estudo e até nas comemorações de aniversário feitas no colégio,o seu direito de ser vegan fosse respeitado!

… embora não seja um grande feito, seja mais uma vitória pessoal, principalmente para a “Francisca” que passa a ter uma vida melhor e aprender que não devemos calar!
Tendo em conta que se trata de um colégio privado, ‘João de Deus’, bastante conservador e que não deixa nem levar bolachas de casa, sobretudo porque não apresentei a declaração médica com restrições alimentares,mas apenas a declaração da médica assistente da médica de família, na qual mencionava que a Francisca fazia uma “dieta” vegan POR OPÇÃO apresentando um desenvolvimento comum ao de qualquer outra criança da sua idade.
Tive que negociar … a minha filha, na escola, passa a comer apenas algumas sopas, algumas saladas, fruta ou salada de fruta, pipocas porque apenas têm milho(são feitas lá na hora, de vez em quando), leites, iogurtes, bolachas, cremes para barrar, algumas sopas e saladas, bem como o prato principal, vão de casa!
E nas visitas de estudo e eventos culinários que visitam, levam do colégio o lanche dela… mais alguns detalhes, como visitas a locais onde são explorados animais ou distribuição de produtos, quando certas marcas vão fazer visitas ao colégio para promover produtos… e nada de rebuçadinhos e outros “mimos” envenenados, levados pelos outros pais aquando dos aniversários dos outros meninos… bem, é um recomeço!

Nunca desisti… por ela, pelo direito à diferença, por uma vida mais digna para todos os seres sencientes… por um futuro em harmonia!
Que esta nova geração seja o recomeço!»

SALA-AULA

Temos encontrado muitos pais preocupados cada vez mais com a qualidade dos métodos pedagógicos e com a alimentação vegetariana para os seus filhos, nas escolas. As escolas não dão resposta a individualização que cada criança precisa, especialmente em tenra idade. Os valores familiares estão a perder-se, o respeito pela sociedade e natureza esta a desvanecer, e vemos cada vez mais casos de crianças e adolescentes perdidos e entregues a escolas com métodos pedagógicos antiquados e desadequados ao desenvolvimento harmonioso e integral da criança.

Damos uma pequena ajuda e decidimos reunir uma lista de escolas vegetarianas e com métodos pedagógicos alternativos em Lisboa e arredores.

Jardim do Monte – Jardim de infância e 1º ciclo
(pedagogia Waldorf)
HARPA – Associação Recriar para Aprender
Quinta S. João dos Montes
2600 Alhandra
Tel. 21 951 20 92
mailto:harpa_portugal@yahoo.com
http://www.harpa-portugal.com/

Casa Verdes Anos – jardim de infância e 1º ciclo
(pedagogia Waldorf, movimento da escola moderna e educação para os valores)
Sítio do Barcal, n.º 9, Monsanto
1500-554 Lisboa
tel:91 233 60 43
casaverdesanos@gmail.com

Jardim Infância São Jorge – Creche e Jardim de Infância
(pedagogia Waldorf)
Estrada Alfragide
Casa Vestefália- Alfragide
2720 AMADORA
Tel: 214 711 920
http://www.jardimdeinfanciawaldorf.com/

Jardim de Infancia VelaVerde – Creche e Jardim de Infância
R. da imprensa, nº 20 Alfragide
tel: 214713228
http://www.velaverde.org/

Escola Waldorf de Sintra
(pedagogia Waldof)
waldorfsintra@gmail.com
tel: 91 791 08 61 (Rita Seixas)
http://waldorfsintra.files.wordpress.com/2008/06/escola.pdf

Pé de Romã – jardim de infância
(pedagogia Waldorf)
Quinta da União,
Estrada das Labruscas, 55
Ribeira de Sintra
Tel: 938795380 e 964143222

Jardim Infância Viva-Associação Jardim de Infância Internacional
(pedagogia Waldorf)
Lagos – Barão de São João
Monte Judeu
8600-020 BARÃO DE SÃO JOÃO
tel: 282 761 786

Quinta Artosas
Apartado 72
7050 MONTEMOR O NOVO
tel 266890548
http://anjaliteam.blogspot.pt/2009/09/escolas-alternativas-e-vegetarianas.html

2sopaVegetarianismo em Casos Específicos
Respostas Específicas para Perguntas Específicas

 

• E quando o meu bebé nascer? Será possível dar-lhe uma alimentação vegetariana?
O melhor alimento para recém-nascidos é o leite materno. Se o bebé não puder ser amamentado, poderá optar pelos leites de soja especiais para bebés. Bebés vegetarianos que estejam a ser alimentados à base de leite de soja especial devem ser expostos à luz solar de fraca intensidade, durante passeios ao ar livre ao fim da tarde ou pela manhã, duas horas por semana, de forma a sintetizarem a vitamina D necessária. Alguns bebés, especialmente aqueles que vivem em climas frios, deverão beber leite de soja especial enriquecido com vitamina D. Mulheres vegetarianas que estiverem a amamentar devem ter o especial cuidado de consumir boas quantidades de alimentos ricos em vitamina B12, pois os níveis desta vitamina no leite materno são afectados pelas escolhas alimentares da mãe e são importantes para o bebé. A partir do quarto ou quinto mês de idade já se poderão incluir outros alimentos na alimentação do bebé. A adição de novos alimentos deve ser feita lenta e gradualmente, adicionando um alimento de cada vez:

4 a 5 meses:
Alimentos ricos em ferro poderão ser adicionados, tais como os cereais enriquecidos. O primeiro cereal que deverá ser incluído na alimentação do bebé deve ser o arroz, podendo ser adicionado ao leite materno ou ao leite de soja especial.

6 a 8 meses:
Nesta fase deve fazer-se a introdução dos vegetais. Estes devem ser consumidos com uma consistência pastosa (bem cozidos e reduzidos a puré). Batata, feijão verde, cenouras e ervilhas são boas escolhas. Após a inclusão dos vegetais na dieta diária, as frutas deverão ser o próximo alimento a incluir nas refeições diárias do bebé. Frutas em puré, como as bananas ou os pêssegos maduros, e sumos de fruta – por exemplo, sumo de maçã – são formas eficazes de apresentar ao bebé novos alimentos.

A partir dos oito meses:
Aos oito meses de idade, a maioria dos bebés já está pronta para incluir na sua alimentação bolachas, pão (e outros cereais secos) e alimentos proteicos, tais como o tofu (bem cozido e reduzido a puré), ou algumas leguminosas, como o feijão (bem cozido e reduzido a puré). A evolução de uma alimentação vegetariana cada vez mais variada e convencional, embora sempre com os devidos cuidados para que seja completa e equilibrada, deverá acontecer, a partir dos oito meses, exactamente como aconteceria se não fosse vegetariana – a única diferença que existe são os alimentos que os bebés comem, mas os processos de alimentação e crescimento são os mesmos.

• A minha filha tem 8 anos, gosta muito de animais e diz que não os quer comer. Não será muito nova para ser vegetariana?
As crianças e os adolescentes necessitam de uma alimentação muito nutritiva e energética. No entanto, o seu estômago ainda é bastante pequeno. Para ter a certeza de que a criança está a ingerir as quantidades de energia necessárias para um eficaz desenvolvimento e crescimento, poder-se-á seguir uma dieta polifraccionada, ou seja, que inclua várias refeições ao dia, com alimentos ricos em hidratos de carbono complexos, fibras, vitaminas e minerais, conjugando nos lanches da manhã e da tarde cereais e frutas.

Encorajar as crianças a mastigar bem os alimentos é uma forma simples de contribuir para uma melhor absorção e aproveitamento destes. Com base nos mais recentes estudos nesta área, pode-se afirmar que as crianças que têm uma dieta baseada em frutas, vegetais, cereais e legumes, entre outros produtos de origem vegetal, desenvolvem-se mais saudavelmente do que crianças que fazem uma alimentação omnívora.

Os bebés amamentados naturalmente, bem como os bebés alimentados a leite de soja especial, apresentam um desenvolvimento mais lento em comparação com bebés alimentados com fórmulas especiais à base de leite de vaca, o que sugere que existe uma proximidade entre a alimentação natural (leite materno) e a alimentação vegetariana (leite de soja), sendo esta a mais adequada ao ritmo natural de crescimento do bebé. Tal como acontece com os bebés, as crianças vegetarianas apresentam um desenvolvimento menos acelerado do que as crianças não vegetarianas porque não incluem na sua alimentação alimentos nutricionalmente enriquecidos de uma forma artificial (como é o caso dos alimentos animais). Esta diferença é evidente durante a infância, mas dissipa-se na adolescência e não tem consequências negativas para estas crianças e para o seu desenvolvimento posterior.

Fonte

O que é Kefir? Iogurte?!

Outubro 20, 2012

KEFIR é uma bebida produzida através da fermentação de grãos de micro-organismos vivos, assim como os iogurtes.

Diz a lenda que a tribo turca Karachay, habitante das montanhas entre a Europa Oriental e Ásia Oriental, foi agraciada pelo Criador com os grãos que deram origem a essa bebida quase mítica.

Com a dádiva, foram entregues algumas normas, como a doação dos grãos apenas ás pessoas honestas e de bom coração. Entre as tribos caucasianas do norte, vender Kefir era um pecado mortal.

Com isso, os segredos da origem dos grãos do Kefir se perderam no tempo, e sua disseminação pelo mundo iniciou-se apenas após 1867, data em que se registram suas primeiras aparições, distantes das tribos turcas.

Hoje, o Kefir é popular em vários países, onde é vendido em supermercados. No Brasil, contamos com a doação de grãos para a produção caseira da bebida.


PRODUÇÃO CASEIRA

Os grãos do Kefir multiplicam-se conforme são cultivados, e aumentam rapidamente.

Diferentemente do iogurte, fermentado apenas por lactobacilos, pode ser fermentado por cerca de 37 micro-organismos diferentes, incluindo as leveduras utilizadas na preparação de pães e cerveja.

Após o preparo da bebida, separa-se os grãos para novo cultivo (formação de mais Kefir), para ser consumido ao natural, ou misturado com frutas, mel e cereais, e também pode ser utilizado no preparo de receitas como substituto do leite ou iogurte.

O Kefir entra em estado de “hibernação” quando exposto á temperaturas abaixo de 10.° Por isso, pode ficar em hibernação, guardado em geladeira, caso deseje dar um tempo no cultivo ou consumo.


SAÚDE!!

Segundo cientistas asiáticos e europeus o Kefir contém triptofano, cálcio, magnésio, fósforo, vitaminas B1, vitamina K, biotina e ainda garantem que possui vitamina B12 (devido ás suas origens remotas).

Argumenta-se que o ácido láctico presente no Kefir e demais bebidas fermentadas melhora o metabolismo geral, e o ácido carbônico diminui a irritação da mucosa estomacal, aliviando sintomas de colite, gastrite, rins e pulmões.

A bebida auxilia na saúde mental, colabora com a redução do peso, tratamento de diabetes e algumas alergias. Fortalece o sistema imunitário, normaliza a pressão arterial, regula o colesterol, é útil para pessoas com depressão e insônia, bronquite e aterosclerose. Pra terminar, também é desintoxicante.

Porém, pode ser contra-indicado para pessoas com problemas hepáticos, devido á formação de etanol durante sua fermentação.

Segundo estudos europeus, descobriu-se que 1 litro de Kefir pode conter até 38 g de etanol  por litro após 7 a 10 dias de fermentação.

Para intolerantes á lactose, vegetarianos ou vegans o cultivo em água ou outra cultura fermentativa que não o leite de vaca é o mais adequado.

Fontes:

TEOR DE ETANOL NO KEFIR DE ÁGUA – Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA – NCBNI

HISTÓRIA DO KEFIR – WIKIPEDIA -UC

A MÁGICA DO IOGURTE DA MODA – ILIANA DIMITROVA ( 24chasa.bg)

Mais:

KEFIR E IOGURTE CASEIRO

ALIMENTOS FERMENTADOS – Muito além dos iogurtes

 

 

Este texto foi extraido do BLOG ALIMENTAÇÃO E SAÚDE INFANTIL

Mãe coruja, esposa e vegana. Confira o papo com a médica pediatra Tati Balleroni – CRM(SP) 109241 

O maior presente que uma mãe pode dar a seu filho é a saúde. Por isso, o ViSta-se entrevistou a mamãe de primeira viagem Tati Balleroni, que anda curtindo muito a vinda do Mateus, que tem apenas 6 meses de vida. Se a alimentação de uma pessoa vegana adulta já é constantemente questionada, alimentar um bebê sem nenhum ingrediente de origem animal pode ser ainda mais complicado, do ponto de vista social. Felizmente, a complicação fica por aí. Confira as dicas da Tati para uma gestação e infância perfeitas.

ViSta-se: Há quanto tempo você é vegana?
Tati Balleroni: Sou vegana há 4 anos.

Há quanto tempo você é médica e onde se formou? Onde você nasceu e onde atende hoje?
Eu completo 10 anos de formada no próximo mês. Me formei na Faculdade de Medicina de Marilia (FAMEMA). Eu nasci em São Paulo-SP, mas minha família mudou-se para o interior quando eu tinha 8 anos. Atualmente, desacelerei bastante meu ritmo de trabalho devido ao meu filho Mateus estar com 6 meses ainda. Tenho me dedicado bastante à maternidade. Trabalho na UTI Neonatal do Hospital ABHU em Marilia-SP.

Você indica alimentação livre de alimentos de origem animal a pacientes que não são veganos? Se sim, explica a eles por quê? Qual a reação deles? 
Sim, se percebo que as famílias são abertas a essa abordagem. Ainda existe muito preconceito e dúvidas das pessoas em relação ao veganismo, mas tenho percebido uma tendência à melhor aceitação nos últimos anos.

Nas consultas do dia-a-dia, existem dúvidas das mães sobre o veganismo?
Atualmente não estou atendendo no consultório, mas ainda oriento algumas famílias que são veganas e alguns pais que ficam preocupados porque os filhos decidiram parar de comer carne.

Como é, para sua família, saber que você teve uma gravidez vegana e vai criar seu filho (cite o nome dele) dentro da filosofia vegana? Mesmo como médica, você tem alguma objeção familiar?
A minha familia foi bem tranquila em relação à minha gestação ter sido vegana. Quanto à criação do Mateus na filosofia vegana, fomos questionados algumas vezes em relação a isso. Porém, sempre deixamos clara a nossa postura de que ele seria criado dentro do veganismo. Para nós, não faz o menor sentido nosso filho ser criado fora do contexto da filosofia vegana. Vivemos aquilo que acreditamos e nunca cogitamos deixar de transmitir nossos valores ao nosso próprio filho! Mesmo sendo médica pediatra já fui questionada sim. Inúmeras vezes. Por exemplo, em relação à introdução da alimentação complementar, sobre como eu faria isso sem a carne.

“E assim optamos pelo veganismo juntos, no mesmo dia!”

Seu marido é vegano? Como lidam com isso?
O Marcelo, meu marido, é vegano. Oito meses antes do nosso casamento, após a morte do nosso cachorrinho, ele se questionou: como posso amar tanto os animais e comê-los? Ele já tinha tentado ser vegetariano por volta dos 7 anos e novamente na adolescência, porém, não tinha encontrado apoio. Eu era ovolactovegetariana há alguns anos. Porém, não conhecia nenhum vegetariano, não tinha nada de informação. Para mim foi tudo muito instintivo. Quando tomei conhecimento da crueldade ligada ao consumo de ovos e laticínios, decidi pelo veganismo no mesmo momento. Já éramos casados e então comuniquei ao Marcelo que estava me tornando vegana a partir daquele momento. Ele me perguntou o motivo, expliquei a ele sobre o que tinha lido. Ele me respondeu que se tornaria junto comigo. E assim optamos pelo veganismo juntos, no mesmo dia!

“Existe um documento da Associação Dietética Americana, referência mundial em nutrição, que endossa a alimentação vegana e que pode ser apresentado ao seu pediatra.”

O que você indica a mães que não têm a sorte de contar com uma pediatra vegana? Existe algum texto, artigo ou manifesto que essa mãe pode levar ao seu pediatra para que ele tenha certeza que a alimentação vegana é saudável para a criança?
Na verdade eu diria a elas para que busquem o máximo de informação possível! Infelizmente, ainda há muitos profissionais despreparados para orientar uma dieta vegana e muitas vezes, por falta de conhecimento, acabam dizendo que não é possível, que é prejudicial e coisas desse tipo. Existe, por exemplo, um documento da Associação Dietética Americana, dos EUA, com um posicionamento em relação às dietas vegetarianas
que diz que uma dieta vegetariana bem planejada, incluindo a vegana, são apropriadas para os indivíduos em todas as fases da vida como gestação, lactação, infância, adolescência e para atletas.
Documento (em inglês) | Notícia no ViSta-se. Este material pode ser levado ao pediatra que acompanha a criança, por exemplo.

Na gravidez, existe algum exame específico que a mamãe vegana não pode esquecer de pedir e que os médicos normalmente não atentam para ele?
Uma gestante vegana necessita de um acompanhamento pré-natal adequado como qualquer outra gestante e não existe nenhum exame especial que deva ser realizado especialmente por gestantes veganas.

“Procure manter uma alimentação equilibrada que inclua uma variedade de cereais, leguminosas, verduras, legumes, frutas e oleaginosas.”

O que uma mãe vegana não pode deixar de saber para uma gravidez e uma infância saudáveis? 
Com um bebê em formação, as necessidades diárias de alguns nutrientes encontram-se elevadas. Estar atenta a essas necessidades e buscar atendê-las através da alimentação é um dos passos para uma gestação saudável. Procure manter uma alimentação equilibrada que inclua uma variedade de cereais, leguminosas, verduras, legumes, frutas e oleaginosas. Evite alimentos industrializados, sal e açúcar em excesso. É importante incluir uma fonte de ômega-3, como por exemplo linhaça ou chia. No caso das veganas, é essencial a suplementação da vitamina B12 na gestação e enquanto se estiver amamentando; inclusive as necessidades diárias dessas vitaminas estão aumentadas durante esses períodos. Outras suplementações (como por exemplo ferro, cálcio, zinco, vitamina D, ácido fólico, etc) devem ser individualizadas e só devem ser realizadas sob orientação de um médico ou nutricionista. 

Converse com seu médico sobre as atividades físicas que podem ser realizadas por você na gestação. As faixas de ganhos de peso são individualizadas, esteja atenta à indicada a você e procure não ganhar pouco peso e tampouco ganhar de forma excessiva. Uma infância saudável se inicia com o aleitamento materno, que deve ser exclusivo durante os primeiros 6 meses de vida do bebê. Nessa fase, não se deve ser oferecido água, chás ou qualquer outro alimento. Aos 6 meses inicia-se a introdução na alimentação complementar, de forma lenta e gradual, mantendo-se o aleitamento materno até 2 anos ou mais. O leite materno é o principal alimento no primeiro ano de vida.

“Deve-se evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas.”

É importante que a criança receba uma alimentação variada. o consumo diário de verduras, legumes e frutas deve ser encorajado. Deve-se evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida e, mesmo conforme a criança cresce, o consumo destes alimentos deve ser realizado de forma esporádica e não habitual. Utilizar sal com moderação. Da mesma maneira que na gestação e lactação, bebês e crianças veganas devem receber suplementação de vitamina B12. Outras suplementações devem ser individualizadas e realizadas apenas por orientação de medico ou nutricionista.

A vida da vegana Tati Ghizellini Balleroni / CRM(SP) 109241
Nasci em São Paulo e nos mudamos para o interior quando eu tinha 8 anos. Aos 17 anos entrei na faculdade e vim pra Marília estudar. No quinto ano de faculdade conheci meu marido. Fiz residência em pediatria na mesma faculdade em que me formei e optei por permanecer em Marília. A maternidade me fez desacelerar o meu ritmo de trabalho, permaneci em casa durante 5 meses amamentando. Retornei ao trabalho em períodos curtos e em carga horária semanal pequena para que o Mateus pudesse continuar recebendo apenas leite materno. Quando estou trabalhando, ele recebe leite materno ordenhado no copo. Agora que ele completou 6 meses, iniciamos a introdução da alimentação complementar (vegana é claro!) e o suplemento de vitamina B12. Atualmente integro a equipe da UTI Neonatal do Hospital ABHU, onde trabalho há quase 8 anos. 

Amo a pediatria de forma incondicional!

 

Fonte ViSta-se

Alimentos bons para o cérebro

Fevereiro 18, 2012

Alguns causam certa exaustão mental, irritação ou dor de cabeça, como o açúcar e outros refinados, queijo envelhecido, carnes, nitritos do cachorro quente, gordura trans e glutamato monossódico.

Entretanto, tem os que auxiliam na formação e manutenção dos neurônios, nas conexões cerebrais e na capacidade de estar alerta ou tranqüilo.
Apesar de responsável por apenas 2% do peso de uma pessoa, o cérebro humano necessita de aproximadamente 30% das calorias ingeridas ao dia para funcionar bem.

Alimentos com carboidratos, ácido fólico, zinco, magnésio, ferro e vitaminas do complexo B (em especial a B12), são essenciais para sua constituição.

A falta de gordura benéfica (ômega 3 e vitamina E) na alimentação também torna sua capacidade um tanto prejudicada.

Carente, pode desencadear desde dislexias até esquecimentos, dificuldades de concentração, sonolência, problemas na produção de hormônios, hiperatividade, convulsões ou espasmos (em casos especiais), além de distúrbios emocionais como depressão, irritação ou apatia.

Acrescente na lista:

„ Sementes de linhaça, azeite de oliva, gergelim, aveia, quinoa, amaranto, brócolis, tâmaras, nozes, arroz integral, castanhas, batata doce, banana, cenoura, mandioquinha, , bardana, gengibre, uva passa, abacate, folhas escuras.

Fonte:

Guia de Alimentação infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais , 2003. Groun Ed. Guimarães, N.

 

 

Este texto foi extraido do Blog: BLOG ALIMENTAÇÃO E SAÚDE INFANTIL

George Guimarães no seu programa de Nutrição sobre o Vegetarianismo e as Crianças




São muitas as pessoas que me contactam na tentativa de implementarem uma alimentação vegetariana nas crianças que têm a seu cargo, sobretudo quando este tipo de dieta já faz parte da rotina familiar. Por isso, pedi à Dra. Cidália Almeida, amiga e colaboradora BabySOL®, que escrevesse umas linhas sobre este assunto sensibilizando mais uma vez para a necessidade da diversificação alimentar, especialmente nas crianças…
Vegetariano: como definir?
A Sociedade Vegetariana do Reino Unido define “vegetariano” como alguém que não come nenhum tipo de carne e derivados, incluindo a de aves bem como peixe, marisco ou crustáceos. Este regime alimentar baseia-se sobretudo no consumo de alimentos de origem vegetal, com ou sem consumo de lacticínios e/ou ovos.

Tipos de vegetarianismo:
Ovo-lacto-vegetarianos – regime alimentar que inclui hortícolas, fruta, leguminosas (ervilhas, lentilhas e feijões) e cereais (tais como o trigo, a aveia e o arroz), suplementado ainda com ovos e produtos lácteos (leite, creme, queijo e iogurte).
Lacto-vegetarianos – dieta composta por alimentos de origem vegetal, leite e seus derivados, excluindo os ovos.
Ovo-vegetarianos – dieta composta apenas por alimentos de origem vegetal e ovos, havendo a exclusão de produtos lácteos e seus derivados.
Vegetarianos estritos – dieta totalmente baseada em alimentos de origem vegetal, não incluindo ovos, derivados lácteos e nenhum tipo do produto de origem animal, como o mel, por exemplo.

É um regime saudável durante a infância?
A literatura científica mostra que indivíduos que seguem um regime vegetariano apresentam um risco reduzido de diversas doenças crónicas como a obesidade, doença de artéria coronária, hipertensão, diabetes mellitus e alguns tipos de cancro. A American Dietetic Association (ADA) refere que este regime alimentar é perfeitamente saudável para a criança desde que correctamente planeado. No caso da dieta incluir ovo e/ou produtos lácteos as necessidades nutricionais da criança são facilmente satisfeitas. No caso das crianças vegetarianas estritas existem alguns cuidados que deverão ser considerados, para que não existam carências nutricionais.
As dietas vegetarianas são ricas em hidratos de carbono (glúcidos), fibras, magnésio, potássio, ácido fólico, antioxidantes (como a vitamina C e E) e fitoquímicos (carotenos, licopeno, flavonóides, por exemplo), além de apresentarem geralmente menores quantidades de gordura saturada e colesterol.
Necessidades energéticas
Um aporte energético adequado é essencial ao crescimento de todas as crianças. Deste modo, a dieta deverá ser o mais variada possível e incluir alguns alimentos de maior densidade energética (mais calorias) como frutos secos (figos, ameixas…) e gordos (nozes, avelãs, amêndoas…), que para além de fornecerem gorduras de boa qualidade (polinsaturadas), apresentam quantidades interessantes de proteína e minerais, como o magnésio e o potássio.

A dieta vegetariana contém proteína suficiente?
Se a ingestão energética estiver adequada à criança, as necessidades de proteína serão, muito provavelmente satisfeitas. Do mesmo modo, se a dieta incluir ovo e/ou produtos lácteos, as necessidades proteicas são facilmente atingidas. De qualquer forma, recomenda-se que as crianças vegetarianas façam várias refeições ao longo do dia onde incluam leguminosas (feijão, grão, soja), derivados de soja e cereais (vegetarianos estritos). A ingestão associada de leguminosas e cereais de que é exemplo o conhecido arroz de feijão permite a obtenção de proteínas de elevada qualidade, facilmente utilizáveis pelo nosso organismo.

Vitaminas e minerais
No planeamento de uma dieta vegetariana estrita existem algumas vitaminas e minerais aos quais se deverá prestar particular atenção, uma vez que se encontram em maior abundância e/ou com maior biodisponibilidade (mais facilmente aproveitados pelo organismo) em alimentos de origem animal. Deste modo, destacamos os minerais cálcio e ferro e as vitamina B12 e D.
Uma adequada ingestão de cálcio é fundamental durante a infância e adolescência para assegurar uma adequada deposição óssea e evitar mais tarde patologias como a osteoporose, bem como para um correcto desenvolvimento dentário. Em vegetarianos estritos o cálcio poderá ser obtido através da ingestão de bebidas de soja suplementadas com este mineral, bem como com os derivados de soja (tofu, por exemplo). As leguminosas como o feijão, lentilhas, grão-de-bico, frutos secos, sementes (linhaça, sésamo…) e vegetais de folha verde fornecem igualmente cálcio e contém quantidades apreciáveis de ferro. O consumo de alimentos ricos em vitamina C (fruta crua como laranja, kiwi, morangos e tomate…) numa refeição que inclua alimentos fornecedores de ferro pode triplicar a sua absorção.
A vitamina B12 é encontrada exclusivamente em alimentos de origem animal, excepto nas algas, pelo que vegetarianos estritos deverão consumir alimentos suplementados com esta vitamina como cereais de pequeno-almoço, derivados de soja ou recorrer a suplementos específicos desta vitamina, com devida recomendação médica. A vitamina B12 possui uma função indispensável na formação do sangue, bem como na adequada manutenção do sistema nervoso.
O nosso organismo necessita igualmente de vitamina D, o qual poderá ser obtido através de diversos produtos alimentares suplementados nesta vitamina, como os cereais de pequeno-almoço ou as bebidas de soja, ou mais facilmente, pela exposição à luz solar. Quinze a vinte minutos de exposição diária, enquanto as crianças brincam por exemplo, é suficiente para síntese de vitamina D, a qual promove a absorção de cálcio.

Resumindo…
Uma dieta vegetariana, mesmo que estrita, poderá ser nutricionalmente adequada às necessidades nutricionais da criança. Contudo, deverá ser correctamente planeada para evitar carências nutricionais na criança em desenvolvimento.
Em caso de dúvida, não hesite em consultar o seu médico e nutricionista.
Cidália Almeida
Nutricionista

Parece-me oportuno referir também que os primeiros anos de vida representam as faixas etárias de elevado desenvolvimento pelo que implementar uma dieta vegetariana estrita antes dos 24 meses de idade, deve ser uma medida muito bem vigiada pelo médico assistente e acompanhada por uma pessoa que domine bem a combinação dos alimentos necessários mesmo que a criança esteja ainda a ser amamentada.

Fonte: Dra. Solange Burri

Consultora em Alimentação

por Leon Denis


“Como introduzir o veganismo em sala de aula?”

Essa é a questão que intriga uma grande parcela de docentes do Ensino Fundamental e do Médio após sua adoção do modo de vida vegano.

Tendo sempre como norte a definição e importância desse modo de vida ético para todos os seres vivos do planeta, a pergunta que me intriga sempre é outra: “como não introduzir o veganismo em sala de aula?”

Ao folhear os livros de Ciências do Ensino Fundamental e os de Biologia do Médio vejo o veganismo em todos os capítulos e penso: “Ah, se eu fosse um biólogo”. O mesmo acontece ao folhear os livros de Geografia. Que ciência formidável, é possível demolir o especismo, tanto com a geografia física quanto com a humana, em especial a geopolítica. História! E a História? Em todas as culturas, em todas as épocas, a supremacia do antropocentrismo sufocando o legado estrategicamente escondido das vozes dissidentes. Língua Portuguesa, Química, Artes, Educação Física… Filosofia, a disciplina que ministro, essa eu exploro bem.

Acredito que na maioria das vezes a preocupação maior dos docentes veganos não é sobre que material didático usar, porque isso, é “mamão com aveia” (popularmente se diz “mamão com açúcar”, mas como não sou simpático ao uso desse doce veneno, fico com a aveia). Pois, mesmo com material não vegano é possível dar uma bela aula sobre os direitos animais1.

É visível que o que mais preocupa os docentes veganos é a reação dos colegas de trabalho, da direção da escola e dos pais após o tema ter sido introduzido em aula. Minha experiência particular mostra que qualquer tentativa, a mais sutil que seja de falar de veganismo nas escolas de nível médio será recebida com hostilidade por parte dos outros professores e com represália da direção e dos pais.

Professores e professoras, se vocês são veganos de fato e têm consciência dos “desafios do modo de vida vegano”2, que magnificamente foram apresentados pela eticista Sônia Felipe no lançamento da Sociedade Vegana, qual o temor? O que lhes falta? Coragem?

Coragem é uma das principais virtudes ensinadas por muitas das artes marciais orientais. Em Jiu-Jítsu, por exemplo, coragem é representada pela “arte de não andar para trás”3. Na edição 157 da Gracie Magazine há um artigo sobre essa arte de não recuar perante um forte oponente ou obstáculo. Vemos uma foto de um encontro entre um cão husky siberiano e um urso negro numa floresta coberta pela neve. Diante desse hercúleo obstáculo o husky, diferentemente do que muitos de nós faríamos, não recua um passo no seu trajeto. Como o bravo husky defronte o urso negro, o docente vegano deve posicionar-se com uma base sólida diante do gigantismo do mundo escolar especista e não recuar no propósito de educar para o veganismo. Veganismo também é um esporte de combate.

No caminho do husky havia um obstáculo, um grande obstáculo. Na longa jornada do educador vegano também sempre haverá grandes obstáculos. Enfrentar ou recuar? Seguir ou andar para trás?

Não defendo o confronto direto com o corpo burocrático, docentes e pais especistas. Não recuar não é bater o pé contra a oposição aberta ou dissimulada deles, mas não recuar no objetivo de passar o veganismo adiante.

Em outra arte marcial, o Judô, aprendemos a usar a força do adversário contra ele mesmo. Quando digo que mesmo com material didático não vegano é possível dar uma boa aula sobre os direitos animais, falo fundamentado nesse princípio judoca. Como ainda não dispomos de livros didáticos de todas as disciplinas revisadas de modo a

adequar seu conteúdo ao veganismo, retirando-lhes todo o conteúdo especista, cabe ao educador vegano usar o especismo dessa disciplina contra ela mesma. Como? Mostrando a gritante contradição e incoerência do discurso e afirmações especistas. O antropocentrismo não se sustenta lógica, biológica e filosoficamente.

O educador vegano não pode recuar diante da repressão do corpo burocrático escolar, representante dos pais e dos docentes esquizofrênicos morais. Represálias, coações e ameaças surgirão. No entanto, se o objetivo é educar para por fim ao biocidio defendido pela incoerente moral tradicional. O educador deve começar a praticar “a arte de não andar para trás”. Comece com o que é fundamental: muito conhecimento sobre a filosofia dos direitos animais. O conhecimento traz coragem e segurança. Educar para o veganismo é ter coragem de desfazer primeiro as próprias pregas, rugas e dobras morais que a tradição nos legou. Sócrates chamaria de “conhece-te a ti mesmo”; depois é só mostrar maieuticamente as crianças e adolescentes o caminho do modo de vida eticamente refletido.

Acredito que a pergunta inicial sobre como introduzir o veganismo em sala de aula, foi respondida.

Notas
1. Esse não ter material vegano para usar na escola não se aplica à filosofia, mas as outras disciplinas.

2. FELIPE, Sonia T. “A desanimalização do consumo humano: desafios da ética vegana”. In: http://www.sociedadevegana.org

3. NOGUEIRA, Raphael. A arte de não andar para trás. Gracie Magazine, Rio de Janeiro, 157, p.24, mar. 2010.

Leon Denis

Professor de Filosofia da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo,autor do projeto Arte Suave na escola e co-autor do projeto Mens sana in corpore sano, pioneiro no ensino de Direito Animal e Veganismo em escolas públicas no Brasil.

Membro fundador da Sociedade Vegana.

Excesso de peso
O que deve fazer: fazer uma alimentação equilibrada, refeições regulares mas em pequenas quantidades e, sobretudo com horários certos. O exercício é fundamental.

O que não deve fazer: fazer pouco exercício, comer em demasia, comer como forma de compensação, comer guloseimas entre as refeições. Também não deve chamar constantemente a atenção da criança para o facto de estar gorda ou ser diferente das outras crianças.

Peso a Menos
O que deve fazer: consultar um médico para verificar se a criança não está com lombrigas, problemas de tiróide, stress ou qualquer outro problema de saúde.
O que não deve fazer: forçar a criança a comer mais, chamar-lhe constantemente a atenção para o facto de estar magra ou ser diferente das outras crianças.

Falta de apetite
O que deve fazer: determinar horários certos para as refeições; tentar descobrir o motivo (social, psicológico ou mesmo fisiológico para a falta de apetite). Fale com a criança para a distrair enquanto tenta dar-lhe de comer, mostrando muita calma.
O que não deve fazer: dar guloseimas ou comida frequentemente entre as refeições; forçar a criança a comer. Sobretudo, não se enerve, ou transmitirá toda a ansiedade à criança.

Recusa da Comida
O que deve fazer: Não tenha medo de impor limites. As crianças precisam de saber que não podem fazer ou conseguir tudo. Habitue o seu filho a ter regras no que diz respeito às refeições: alimente-o sempre às mesmas horas e faça-o preferencialmente no mesmo lugar. Fazer concessões frequentes é abrir precedentes que nunca serão corrigidos. No entanto, lembre-se de que a criança pode ter uma razão para não querer comer: pode ter frio, calor, preferir beber, qualquer afecção da garganta ou boca que torna a refeição desagradável ou mesmo depressão…
O que não deve fazer: Não faça uso de comida como recompensa. Ensine à criança que deve comer porque faz bem, e não porque ele foi educada, não fez birra, etc. Do mesmo modo, se alimentar a criança a horas diferentes ou se o fizer andando ou no meio dos brinquedos, a criança vai achar que se trata de uma brincadeira, o que nem sempre é benéfico.

Recusa Certo Tipo de comida
O que deve fazer: seja firme na decisão, mas não perca a cabeça, não grite ou perderá a razão. Sirva apenas uma pequena porção do alimento que a criança não gosta e não faça comentários sobres os restos, mas continue sempre a servir esses alimentos. Por vezes a recusa da criança pode ter a ver com o aspecto, cheiro ou textura de determinado alimento, pelo que o problema pode ser ultrapassado preparando-o de um modo distinto.
O que não deve fazer: zangar-se constantemente quando a criança recusa algum tipo de alimento, sobretudo se essa recusa é feita sistematicamente – esta atitude pode marcar o início de problemas duradouros. Não demonstre ansiedade à hora da refeição, pois a criança pode aperceber-se.

Textura da Comida
O que deve fazer: a partir dos 6 meses de idade, e se a criança tiver começado a ingerir purés aos 4, deverá passar menos a comida. No caso de alimentos mais macios, como as cenouras, abóboras ou bananas, estas devem ser esmagadas apenas com o garfo a partir das idades indicadas.
O que não deve fazer: habituar a criança a comer purés muito homogéneos e passados, pois se inicialmente são os mais indicados, com o tempo a criança irá estranhar texturas diferentes.

É do senso comum que certos alimentos podem ajudar na prevenção de problemas comuns. Seguem-se alguns conselhos quanto aos elementos a consumir e/ou a evitar relativamente aos problemas mais comuns entre as crianças:

Aftas
SIM: mastigar bem os alimentos, devagar para não morder a língua;
NÃO: bebidas açucaradas, ácidas e guloseimas com corantes.

Anemia
SIM: alimentos ricos em ferro, Vitamina C e cobre como gemas, legumes verdes, alperces, cerejas e figos, sumo de laranja.
NÃO: chá e coca-cola.

Ansiedade
SIM: alimentos ricos em Vitaminas B, C, E, cálcio, magnésio, ómega-3 e triptofano, como bananas, aveia, etc.
NÃO: carne, bebidas com cafeína (colas e chá).

Asma
SIM: alimentos ricos em betacaroteno, Vitaminas B, C e E, magnésio, selénio e zinco, bem como pigmentos vegetais. Cebola, frutos silvestres, trigo, azeite, legumes de folha verde, feijão, batata-doce, cereais integrais.

Cãibras
SIM: alimentos ricos em zinco, cálcio, magnésio, potássio, Vitaminas C e E e Ómega-3.

Cansaço
SIM: alimentos ricos em Vitaminas B, C e E, ácido fólico, ferro, magnésio, potássio e ómega-3. lacticínios, frutos secos, a maioria dos legumes (excepto enlatados e feijões) e muitos frutos (excepto bananas, uvas, ananás e melancia).
NÃO: hidratos de carbono refinados, como o pão, os biscoitos e bolos de farinha branca.

Cáries
SIM: alimentos não açucarados às refeições; alimentos fibrosos (cenouras cruas, maçãs), leite(vegetal) e água, cálcio, magnésio e outros minerais.
NÃO: alimentos a que adicionou açúcar, mel ou adoçantes, refrigerantes, sumos fora das refeições.

Chichi na Cama
NÃO: muitos líquidos à noite, bebidas com cafeína depois das 4 da tarde, espinafres e morangos.

Constipações
SIM: alimentos ricos em betacaroteno, Vitaminas C e E, selénio zinco e pigmentos vegetais, alho, cebola crua, cevada, muitos líquidos, chá de limão com mel.

Convulsões
SIM: alimentos ricos em Vitaminas B6 e E, cobre, magnésio e selénio, como o fígado, o marisco, as azeitonas, o feijão, as ervilhas e os cereais integrais.

Diarreia
SIM: água, chá e caldo de legumes, arroz integral, bananas e iogurte bio.
NÃO: lacticínios.

Dores de Cabeça
SIM: chá de gengibre, alimentos ricos em ómega-3
NÃO: bebidas gaseificadas ou com cafeína.

Eczemas
SIM: alimentos ricos em Vitaminas A, B, C e E, selénio zinco, ómega-3, betacaroteno e pigmentos vegetais, como ao aipo, os citrinos, a salsa e os agriões.

Gases
NÃO: comer fruta depois de ingerir alimentos gordos, hidratos de carbono refinados (bolos, biscoitos e pães de farinha branca), ovos, couves e certas preparações de cebola.

Indigestões
SIM: Tratamento preventivo: começar a refeição com uma salada, alimentos ricos em Vitaminas B e C, zinco, alimentos ligeiramente ácidos (alface, couve, agrião, chicória, nabos e alecrim), alimentos temperados com vinagre ou sumo de limão.
O alívio da indigestão: ananás, papaia, chá de gengibre, camomila ou hortelã.
NÃO: comer à pressa, comer em demasia.

Infecções
SIM: alimentos ricos em betacaroteno, Vitaminas C e E, selénio zinco e pigmentos vegetais. Orégãos, salva, alho e cebola crua, como anti-oxidantes e anti-sépticos, cevada, muitos líquidos, chá de limão com mel.
Intolerância Alimentar/Alergias
SIM: para reforçar a imunidade: alimentos ricos em betacaroteno, Vitaminas C e E, selénio, zinco e ómega-3.

Prisão de Ventre
SIM: muitos líquidos, alimentos ricos em fibra, integrais.
NÃO: pão branco e farinhas refinadas.

Problemas do sono
SIM: jantar cedo, com uma refeição leve e rica em hidratos de carbono, Vitamina B, cálcio, magnésio e zinco.
NÃO: colas, chás, queijo.