Eu sou Vegetariano!

Maio 9, 2010


Uma Pequena Grande VITÓRIA!

Setembro 18, 2015

@Alimentação_Escola

Lindo testemunho de uma Mãe Orgulhosa! E que orgulho temos quando se consegue, mesmo o que para a maioria é pouco, para nós é um Grande passo!❤
Obrigada Elisabete por nunca desistir! Um exemplo de que ser persistente compensa!😀
«VITÓRIA!
Hoje quero partilhar com todos vocês a minha pequena (GRANDE!!!) vitória!
Depois de um ano, de verdadeiro braço de ferro, com a directora do colégio da minha filha, de ser motivo de chacota, acusada de extremista, criticada por outros pais, consegui pela 1ª vez,que todas as suas refeições, incluindo os lanches, as pequenas visitas de estudo e até nas comemorações de aniversário feitas no colégio,o seu direito de ser vegan fosse respeitado!

… embora não seja um grande feito, seja mais uma vitória pessoal, principalmente para a “Francisca” que passa a ter uma vida melhor e aprender que não devemos calar!
Tendo em conta que se trata de um colégio privado, ‘João de Deus’, bastante conservador e que não deixa nem levar bolachas de casa, sobretudo porque não apresentei a declaração médica com restrições alimentares,mas apenas a declaração da médica assistente da médica de família, na qual mencionava que a Francisca fazia uma “dieta” vegan POR OPÇÃO apresentando um desenvolvimento comum ao de qualquer outra criança da sua idade.
Tive que negociar … a minha filha, na escola, passa a comer apenas algumas sopas, algumas saladas, fruta ou salada de fruta, pipocas porque apenas têm milho(são feitas lá na hora, de vez em quando), leites, iogurtes, bolachas, cremes para barrar, algumas sopas e saladas, bem como o prato principal, vão de casa!
E nas visitas de estudo e eventos culinários que visitam, levam do colégio o lanche dela… mais alguns detalhes, como visitas a locais onde são explorados animais ou distribuição de produtos, quando certas marcas vão fazer visitas ao colégio para promover produtos… e nada de rebuçadinhos e outros “mimos” envenenados, levados pelos outros pais aquando dos aniversários dos outros meninos… bem, é um recomeço!

Nunca desisti… por ela, pelo direito à diferença, por uma vida mais digna para todos os seres sencientes… por um futuro em harmonia!
Que esta nova geração seja o recomeço!»

Junho 27, 2015

“Cozinhar não é serviço, meu neto. Cozinhar é um modo de amar os outros”
(Mia Couto, in O fio das missangas)

vómammy

Uma boa higiene oral é essencial para ter dentes e gengivas saudáveis.
Os dentífricos Urtekram contêm carbonato de cálcio e ingredientes activos que deixam os seus dentes limpos e brancos e estimulam as gengivas. Os dentífricos Urtekram não contêm SLS/SLES (Lauril/Laureth Sulfato de Sódio) ou quaisquer outros ingredientes que possam irritar a membrana mucosa. Contudo, devido à sua composição, o efeito de espuma é perfeito.

Com carbonato de cálcio e outros ingredientes activos provenientes da natureza em vez de SLS/SLES ou quaisquer outros ingredientes sintéticos produtores de espuma. Protege as membranas mucosas, sensíveis, da sua boca e os óleos essenciais tornam a lavagem dos dentes numa experiência naturalmente deliciosa.

Conselho!
Vários estudos indicam que o chá verde e o aloé vera podem ter efeitos positivos na manutenção de dentes e gengivas saudáveis.

Dentífricos Urtekram:
·
Ecologicamente certificados pelo Ecocert.
· Sem parabenos ou outros conservantes sintéticos.
· Sem corantes ou petroquímicos.
· Produtos à base de plantas.
· Não testados em animais.

Variedade:
Aloé Vera
Árvore do chá
Menta
Menta com chá verde
Eucalipto
para Criança
Funcho

Flúor, fluorose dentária e outras questões.

Penso que este é um tema que levanta várias dúvidas relativamente ao procedimento mais correcto a tomar, tanto mais quando também se fala da sua toxicidade, quando ingerido em excesso.
Certamente quem tem filhos, em idade de desenvolvimento dos dentes, já reflectiu sobre o assunto, ouviu opiniões e terá, ou não, chegado a uma conclusão. Por isso, com base num pequeno artigo que em tempos retirei de uma revista (à qual não faço referência, pois não retive essa informação) e em mais alguma informação que, entretanto, fui obtendo, vou tentar ajudar a clarificar aquilo que penso serem as duas correntes dominantes, relativamente à saúde oral, com particular incidência sobre a saúde oral dos mais novos.
Mas primeiro:

1- O que é a fluorose?
“A fluorose dentária é um defeito do esmalte dos dentes causado por um excesso de flúor na altura do seu desenvolvimento, ainda antes de estes terem erupcionado. O esmalte do alterado e, dependendo da gravidade, pode apresentar manchas brancas ou até mesmo castanhas. A fluorose aparece se a criança engolir demasiado flúor para o seu peso, durante os anos de desenvolvimento dos dentes. O maior factor de risco para o aparecimento da fluorose é a quantidade de flúor ingerido a partir de todas as fontes, durante o período crítico da formação dos dentes. Por exemplo, para os incisivos centrais superiores permanentes o período crítico é entre o ano e meio e os dois anos e meio de idade. O excesso pode ocorrer através da suplementação sistémica em gotas ou comprimidos associada à ingestão de pasta de dentes pela criança. A fluorose pode ser prevenida através de um bom controlo do flúor ingerido pela criança, controlando a quantidade de pasta de dentes usada e encorajando sempre a criança a cuspir a pasta. A idade mais crítica é entre os dois e os quatro anos de idade – a criança ainda não sabe bochechar bem e engole a pasta (nesta altura os incisivos e os primeiros molares permanentes estão a ainda em formação no osso e serão os dentes que poderão ser afectados pela fluorose).”

2- De acordo com uma circular informativa do Infarmed – Circular Informativa N.º 169/CD Data: 10/10/2008:
“As pastas dentífricas com flúor destinadas a crianças foram objecto, a nível Europeu, de recente reavaliação relativamente ao risco, tendo culminado com a transposição da respectiva Directiva (Directiva 2007/53/CE de 29 de Agosto de 2007) para o Decreto-Lei nº 189/2008, de 24 de Setembro.
Efectivamente, o desenvolvimento do esmalte do dente em fase pré-eruptiva pode ser alterado por diversos factores, entre eles o excesso de flúor. O flúor absorvido em excesso pode causar fluorose, manifestando-se no aparecimento de manchas brancas e acastanhadas do esmalte que são irreversíveis.
Dado que, em crianças com menos de 6 anos e sem adequada supervisão parental, a deglutição de pasta dentífrica contribui para a quantidade de flúor ingerido, foi decidido acrescentar a seguinte advertência na rotulagem dos dentífricos, desde que não seja contra-indicada para crianças:
“Crianças com idade igual ou inferior a 6 anos: utilizar uma quantidade do tamanho de uma ervilha, com supervisão durante a escovagem para minimizar a deglutição. Se estiver a tomar flúor proveniente de outras fontes, consulte o seu médico dentista ou médico assistente”.Os fabricantes, a pessoa por conta de quem o produto é fabricado ou o responsável pela colocação no mercado devem providenciar para que, a partir de 19 de Março de 2009, só possam estar disponíveis ao consumidor pastas dentífricas contendo 0,1 a 0,15% de flúor que incluam a advertência referida, excepto se já constar a indicação, por exemplo, “Unicamente para adultos”.
O INFARMED, I.P alerta os profissionais de saúde e os consumidores para a necessidade de verificação da informação constante das pastas dentífricas com flúor.”

3- Duas abordagens básicas para a saúde oral

Escovar os dentes
A existência de bactérias na cavidade bucal é uma situação perfeitamente normal. Porém, quando o número de bactérias de torna excessivo, quebra-se o equilíbrio existente e podem surgir cáries. As principais causas deste desequilíbrio são a falta de higiene oral e a existência de uma dieta desequilibrada.

Para prevenir o aparecimento de cáries, entre os seis e os doze meses, deve-se limpar os dentes da criança, preferencialmente, com uma compressa. A partir desta idade, regra geral, a criança já consegue manusear a sua própria escova de dentes (sem usar dentífrico ou usando um dentífrico sem flúor). A partir dos 24 meses a criança já consegue usar pequenas quantidades de dentífrico sem o engolir e, pouco a pouco, deve ser-lhe incutido o hábito de escovar os dentes depois das refeições.

Fornecer um suplemento de flúor (se necessário)
Os suplementos em flúor estão disponíveis em comprimidos ou em gotas. Podem ser dados à criança desde o nascimento do primeiro dente até cerca da altura em que a criança começa a ter uma alimentação semelhante à dos adultos (catorze meses).
Se as águas do concelho não forem (como acontece frequentemente, existindo diversos estudos que defendem as vantagens da não fluoretação das águas) enriquecidas com flúor, há quem aconselhe manter o suplemento de flúor até à adolescência.


Dadas as preocupações com a utilização abusiva do flúor, que acabam por ser reforçadas, na minha perspectiva, pela circular informativa do Infarmed, torna-se fundamental perceber quais os melhores procedimentos a tomar.

Assim, apresentam-se duas vertentes de actuação. A primeira, incide particularmente na higiene oral, desde muito cedo, e num controle da dieta alimentar de forma a assegurar que obtemos todos os nutrientes, minerais, etc, necessários, de forma equilibrada, não havendo necessidade de recorrer à utilização de pastas dentífricas fluoretadas ou à suplementação de flúor e inerente vigilância da sua utilização. A segunda, baseia-se numa boa higiene oral recorrendo, no entanto, à utilização de dentífricos fluoretados e/ou à suplementação de flúor.

Nota:
– Depois do esmalte dos dentes estar completamente formado a fluorose dental não se pode desenvolver mesmo se ingerido excesso de flúor.
– Boa parte dos medicamentos destinados às crianças são açucarados, pelo que devem ser administrados antes da lavagem dos dentes.

Os dentífricos Urtekram são isentos de flúor:
Dentífrico para Criança

Dentífrico de Aloé Vera
Dentífrico de Árvore do chá
Dentífrico de Eucalipto
Dentífrico de Funcho
Dentífrico de Menta
Dentífrico de Menta e Chá Verde

Fontes:
www.ada.orgwww.infarmed.pt
http://jorgeroriz.wordpress.com/toxidade-do-fluor/
www.spemd.pt

Delícia dinamarquesa!

Urtekram uma delícia dinamarquesa! Um exemplo de onde podemos e devemos tirar muitas ideias.

A Dinamarca é conhecida pela sua atitude amiga do ambiente, com legislação e produtos que promovem activamente a protecção do ambiente. Ambiente, bem-estar dos animais e qualidade dos produtos, assim como o maior valor nutricional e energético são questões da maior importância para os consumidores dinamarqueses. A Dinamarca procura responder a estas necessidades e exigências sendo um dos países líder envolvidos na produção agrícola biológica, altamente experientes na produção e comercialização de produtos biológicos. Contudo, os consumidores dinamarqueses não estão apenas interessados em produtos biológicos. Apesar de muitas cadeias de supermercados reduzirem as linhas de produtos menos rentáveis, como os bens provenientes de Comércio Justo (Fairtrade), optando por margens de lucro maiores, existe um número crescente de pessoas dinamarquesas que promovem e sustentam o comércio justo.

A Urtekram é uma empresa dinamarquesa que se dedica à produção e distribuição de produtos biológicos e naturais. A empresa está sediada na cidade rural de Mariager, na parte continental da Dinamarca do Norte da Jutlândia. O que a Urtekram tem de especial é o facto de proporcionar, ao consumidor, produtos fabricados de acordo com uma política ética e ambientalmente sustentável. Para além de utilizar matéria-prima proveniente de produção biológica, a empresa só adquire produtos e matéria-prima de produtores e fornecedores cujos trabalhadores tenham condições de trabalho razoáveis.

UrtekramO nome Urtekram provém, em parte, de uma palavra dinamarquesa muito antiga que genericamente significa “coisas boas”. Há já muitos anos que a empresa tem vindo a promover a agricultura biologia e a qualidade ambiental. Desde a sua fundação, há já mais de 25 anos, a gama de produtos Urtekram cresceu para bens alimentares e não alimentares, incluindo cereais de pequeno-almoço, chocolates,champôs, loções corporais, sabonetes, dentífricos, etc.

A empresa orgulha-se das suas práticas éticas. Tem uma política perfeitamente clara de bem-estar para os seus funcionários. Todos os funcionários trabalham em pequenos grupos, decidindo as suas horas, ajustando o seu horário de trabalho em torno de outros compromissos como a família e os filhos. A sua nova “eco-fábrica” é a primeira no mundo a ser auditada pelo governo e está sujeita a regulamentos bastante restritivos do Departamento de Ambiente e Controlo Alimentar. Estes incluem, não só, considerações ambientais, como o tipo de materiais de construção e níveis de consumo de energia, mas também, questões relacionadas com comércio justo, como a compra de matéria-prima apenas a empresas onde os funcionários recebam ordenados justos e trabalhem em condições razoáveis.

Produção biológica
A Dinamarca está entre os cinco países europeus mais desenvolvidos na área da produção e distribuição de produtos biológicos, com cerca de 5% do total de vendas de produtos alimentares. Uma das maiores vantagens da Dinamarca é o facto de os produtos biológicos serem controlados por instituições governamentais, o que dá aos consumidores confiança relativamente à autenticidade dos produtos. A marca “Organic Denmark” é um chapéu sob o qual se desenvolvem várias actividades de marketing internacional, como feiras de comércio, promoções em cadeias de retalho e acções de promoção das próprias marcas. Mais de 40 empresas dinamarquesas uniram esforços, sob esta marca, para aumentarem a exposição dos seus produtos e a procura internacional. Entre estas estão a Thise, uma marca inovadora de lacticínios biológicos, e a Urtekram, que é conhecida pela sua vasta e multi-facetada gama de produtos biológicos.

Os produtos Urtekram podem ter diversas certificações biológicas, dependendo do produto em questão. Os produtos alimentares têm afixado o logótipo de aprovação governamental, o logótipo Ø, e a certificação biológica sueca, “Krav”. Os produtos não alimentares, da Urtekram, são certificados pelo Conselho de Conservação Sueco “Bra Miljøval”, pelas boas práticas ambientais, e têm também impresso o logótipo “Swan” nórdico, relativo ao impacto ambiental dos produtos. As empresas produtoras têm que se submeter a um processo de licenciamento para poderem utilizar o logótipo “Swan” nos seus produtos, antes de estes poderem ser vendidos no mercado nórdico.
Em 2006 as certificações “Bra Miljøval” e “Swan” foram substituídas, por iniciativa da Urtekram, pela certificação Ecocert.

Comércio justo global Bens como café, chá e chocolate são cultivados nos climas mais quentes do sul. Os preços pagos por estes bens não tiveram crescimento real em mais de 40 anos, ao contrário de muitos outros produtos, e frequentemente descem abaixo do custo de os produzir. Como resultado, muitas das pessoas que cultivam estes produtos têm que trabalhar mais tempo por menos dinheiro. Pequenos agricultores, sem acesso directo ao mercado, não têm outra opção se não vender a sua colheita a comerciantes locais que podem, e frequentemente fazem, explorá-los.

O Comércio Justo (Fairtrade) é uma relação comercial baseada no diálogo, transparência e respeito, procurando uma maior equidade no comércio internacional. Contribui para o desenvolvimento sustentável pelo facto de propiciar melhores condições comerciais e assegurar direitos aos produtores e trabalhadores marginalizados, especialmente no Sul. Este tipo de comércio baseia-se num conjunto de critérios claros, definidos internacionalmente, que são avaliados e controlados por entidades independentes. A certificação Fairtrade é única certificação independente que oferece ao consumidor a garantia de comércio justo.

O Comércio Justo está estreitamente relacionado com o assegurar condições a pequenos produtores e trabalhadores em países em vias de desenvolvimento, de modo a que estes tenham um maior controlo sobre as suas vidas, por participarem na toma de decisões que as afectam. As questões ambientais também são importantes quando se fala de Comércio Justo. É requerido aos produtores que implementem planos de melhoramento ambiental e o uso de químicos perigosos é banido.

Produção Comércio Justo
Apesar da Urtekram ser uma empresa especializada em produtos biológicos, está também activamente envolvida em assegurar que o máximo possível dos seus produtos e matérias-primas têm na sua origem a utilização de critérios comerciais justos. Estes produtos são adquiridos a fornecedores por todo o mundo, entre os quais:

· Café da Nicarágua e México;
· Chá da Índia;
· Cacau, chocolates e açúcar da Suíça.

Estes produtos estão todos identificados com o logótipo de certificação Fairtrade de Max Havelaar. A Max Havelaar Fondation, que é detentora dos direitos da marca, trabalha com cooperativas de pequenos agricultores e donos de plantações, em países em vias de desenvolvimento, empresas importadoras de bens Fairtrade, que pretendem estar certificadas, e consumidores.

Cada produtor ou importador de café, chocolate, chá, mel, bananas, laranjas, pode ser considerado como um potencial detentor de uma licença. Para isso, têm que cumprir determinadas condições comerciais e estarem preparadas para se submeterem a inspecções. As empresas interessadas nestes produtos podem contactar directamente as cooperativas ou os produtores, registados na Max Havelaar Fondation, para os adquirirem. Estes produtos certificados estão actualmente em mais de 2700 supermercados, na Dinamarca.

A Urtekram também negoceia directamente com agricultores, na Turquia e no Uganda, que fornecem determinadas matérias-primas, como por exemplo:

· Sultanas, figos e alperces secos, grão-de-bico, lentilhas vermelhas e avelãs da Turquia;
· Bananas secas, ananases e mangas do Uganda.

Desde o momento que começou a trabalhar directamente com os produtores no Uganda, a Urtekram está envolvida de perto com os agricultores, desenvolvendo as suas próprias parcerias com duas pequenas fábricas, assegurando-se que agricultores e trabalhadores são tratados e são pagos de uma forma justa. Na Turquia, os produtos comprados pela Urtekram garantem que tanto agricultores como trabalhadores recebem preços e salários justos. Apesar destas relações serem baseadas em acordos e parcerias e não na certificação, a Urtekram tem um compromisso, de longa data, de trabalhar com produtores e fornecedores que lhe assegurem que os critérios de comércio justo são cumpridos.

Promover o Comércio JustoExistem, na Dinamarca, três importadores principais, de produtos de comércio justo, que detêm mais de 75% das vendas nas lojas deste tipo de produtos. A Butik Salam e a U-Landsforeningen Svalerne são especializadas em artesanato, proveniente maioritariamente da Ásia, e Urtekram especializada em produtos alimentares e de higiene pessoal. Aquele que era o maior importador de produtos de comércio justo, a U-landsimporten, funciona agora como a principal organização não governamental (ONG) dinamarquesa de comércio justo, promovendo as importações de produtos de comércio justo e divulgando informação acerca da injustiça das relações comerciais entre o hemisfério Norte e Sul. Eles trabalham em estreita relação com a Urtekram na importação e promoção de produtos de comércio justo, com o objectivo de reforçar o movimento Comércio Justo dinamarquês.

Ambas as organizações estão bem coordenadas de modo a levar os produtos de comércio justo a grande maioria do mercado dinamarquês. A Urtekramespecializou-se na promoção, controlo de qualidade, conhecimento da produção biológica e distribuição, enquanto a U-landsimporten contribui com o seu conhecimento do comércio justo, as suas redes de trabalho e contactos. Unindo os seus esforços, ambas esperam que o Comércio Justo se torne rapidamente numa marca de referência, na Dinamarca. O comércio justo já é apoiado pelo Ministério do Ambiente e pelo Parlamento Dinamarquês, que já usam produtos de comércio justo nos seus gabinetes.

Trabalhar em conjunto
Muitos produtores de comércio justo procuram utilizar práticas de produção biológica, embora o comércio justo não exclua produtores que não têm possibilidade de cumprir os critérios de produção biológica. Com a certificação biológica pretende-se, por outro lado, obter produtos de elevada qualidade com o mínimo impacto ambiental, sem procurar garantir, particularmente, que os produtores reforçam os seus direito ou obtêm preços especiais. Ao combinar estes dois princípios, a Urtekram provou que a sustentabilidade ética e ambiental pode tornar a produção e comercialização de produtos biológicos e de comércio justo pode um negócio rentável, para todos os envolvidos.

Mais informação:http://www.fairtrade.net/
http://www.ifat.org/
http://www.ifoam.org/
http://www.oganic-denmark.com/
http://www.urtekram.dk/

Fonte: traduzido e adaptado a partir do artigo “Danish Delight! – Denmark” –http://www.handsontv.info/

Generation Veggie

Maio 17, 2015

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http://www.generationveggie.org/

 

Há sempre muita dificuldade em saber o que se pode dar aos bebés, a partir do momento em que começam a comer. Embora se deva privilegiar sempre o leite materno o máximo de tempo possível (o ideal será o bebé só ingerir alimentos sólidos quando tiver dentes), após os 6 meses de vida do bebé, há muita coisa que se lhe pode dar!
A partir dos 6 meses, podem dar-se papas de cereais naturais, como aveia, centeio, trigo, e misturar com frutas, vegetais ou na sopa. Os cereais com glúten (aveia, cevada, trigo, centeio) só devem ser introduzidos após os 6 meses de idade. Aos 4 meses podem usar-se farinhas de arroz, amido de milho (conhecido por maisena), ou tapioca, que são cereais sem glúten. Os bebés muito gordos não devem comer papas de cereais, podem começar com os caldos de legumes que, embora não engordem tanto, são mais nutritivos. Não esquecer que o pão ou as bolachas (a não ser que sejam de arroz ou milho, por exemplo) têm glúten e que, portanto, só podem ser dados após os 6 meses.
Também não se deve adicionar leite às farinhas lácteas porque estas já têm leite adicionado (geralmente de vaca) e, se nós, ainda por cima, juntarmos mais leite, isso vai provocar uma sobrecarga para o fígado e os rins do bebé, podendo levar à desidratação, obesidade, doenças cardiovasculares, insuficiência renal ou diabetes. Há farinhas sem leite adicionado ou então com leite para lactentes ou de transição (que tem um leite mais adequado a um bebé).

Ao introduzir novos alimentos, convém ser sempre um de cada vez durante uma semana, para ver as reacções do bebé. A partir dos 4 a 6 meses, o bebé pode comer pêra ou banana crua, ou maçã cozida, tudo sempre bem maduro. As frutas têm um efeito mais laxante (ajudam a barriguinha do bebé a funcionar melhor) e previnem melhor as cáries se forem trituradas com o garfo, em vez de se usar a varinha. A partir dos 6 meses, podem ir-se introduzindo outras frutas, tais como o pêssego, alperce ou frutos secos cozidos que não tenham casca rija – ameixa, tâmara, alperce. Os citrinos e frutos com grainhas (laranja, kiwi, tomate, morango, framboesa, amora, uva) só devem ser introduzidos após os 12 meses. Os frutos de casca rija (nozes, amendoins, etc) só devem ser dados à criança após os 3 anos de idade, devido às alergias que podem causar.

Também a partir dos 6 meses o bebé pode começar a comer sopa – a princípio um caldo simples – de alface, abóbora, cenoura, batata doce, batata, couve-flor, feijão-verde, alho-francês, lentilhas sem casca (cor-de-laranja), alho, cebola, tronchuda, penca, vagem, ou agrião, sempre muito bem passado e introduzindo um, o máximo dois ingredientes novos por semana.
Após os 6 meses o bebé pode, também, comer tofu e soja fina misturada na sopa, assim como cuscuz. O tofu deve ser fresco (o de frasco é menos saudável para o bebé). É um alimento de fácil digestão e bastante suave. Deve ser cozido e juntar-se a papas e sopas.
A partir dos 8/9 meses pode dar-se farinha de pau, açorda, massa, puré de batata e/ou beterraba, sempre com cuidado para que o bebé não se engasgue. Os nabos e espinafres só devem ser introduzidos após os 9 meses, e as leguminosas (feijão, grão, favas, ervilhas), bem cozidas, a partir dos 12 meses.
O iogurte natural de soja, o arroz integral muito bem cozido, o bulgur e o millet podem ser dados a partir dos 9 meses, tendo sempre em conta as reacções da criança – cuidado, aliás, que se deve ter com todos os alimentos. Também nesta idade o bebé pode consumir levedura de cerveja ou gérmen de trigo misturado nas sopas ou papas.

Aos 12 meses pode começar a dar-se seitan ao bebé, assim como o leite de soja para adultos (enriquecido com vitamina B12) e outros leites vegetais (de arroz, aveia), embora se recomende um leite de soja adequado a bebés até, pelo menos, aos 18 meses, se não estiver a ser amamentado. Quanto ao seitan, este, no início, deve ser cozido juntamente com legumes e triturado na sopa. Depois, pode ir-se dando aos pedacinhos. Deve preferir-se a versão biológica, sem molho de soja adicionado.

Se o bebé não for amamentado, recomenda-se que lhe seja dado um suplemento de vitamina B12, ou um leite de fórmula vegano enriquecido com esta vitamina, cujo excesso no organismo não provoca quaisquer efeitos negativos, sendo eliminado naturalmente. Esta vitamina não se encontra em quantidades suficientes nos alimentos vegetais e a sua carência provoca graves danos a nível do sistema nervoso.
Enquanto o bebé for amamentado, basta que a mãe vegetariana/vegana tome um suplemento de vitamina B12 e/ou ingira alimentos enriquecidos com essa vitamina. Ao amamentar, as vitaminas e os nutrientes que a mãe obtém através da alimentação ou de suplementos, passam para o leite e deste para o bebé.

Outros conselhos:
* A higiene é fundamental. Lavar sempre as mãos antes de preparar a comida do bebé. Os utensílios de cozinha devem estar limpos e secos.
* Usar colheres de plástico (as primeiras até são de silicone, que são mais moles do que as de plástico normais), em vez de metal.
* Cortar tudo em pedaços pequenos para que se possa calcular melhor a água. Assim, coze em menos tempo, o que preserva os nutrientes e não se tem que deitar água da cozedura fora, que é onde ficam alguns nutrientes.
* O melhor é usar panela de pressão. Mal comece a ferver, desliga-se o lume e deixa-se ficar a tampa para cozer no vapor, até perder a pressão sozinha sem ter que soltar a válvula. À falta de panela de pressão pode-se cozinhar – com tampa, para conservar o valor nutritivo e não oxidar a comida – em panela inox ou pirex. O alumínio ou o barro não são aconselháveis, pois são altamente tóxicos, e os plásticos devem ter sempre a indicação de que são alimentares (há um símbolo no plástico que indica isso, que é o desenho de um copo e um garfo pequenos).
* Não dar fritos às crianças (sobretudo antes dos 3 anos), o ideal é sempre cozer ou grelhar.
* Pode-se pôr um fio de azeite cru na comida do bebé. É uma gordura saudável.
* Em viagem, ou em situações de emergência, há boiões que os vegetarianos/veganos podem usar. Podem ser dados à temperatura ambiente ou aquecidos em banho-maria (ou em alguns aquecedores de biberões/boiões). Mexer bem depois de aquecido para ficar toda a comida com a mesma temperatura e não dar azo a enganos. Verificar sempre a temperatura antes de dar ao bebé (nas costas da mão ou no pulso da mamã, por exemplo. Um bebé é sempre mais sensível às temperaturas do que um adulto )). Se possível, mudar a comida do boião para o prato, para o bebé não se habituar a boiões e não recusar a comida quando é dada no prato.
* Nunca é demais dizer que é um erro adicionar sal ou açúcar à alimentação, seja nos adultos ou nos bebés, mas muito especialmente nos bebés. Se um bebé for habituado assim desde a nascença, dificilmente adquirirá maus hábitos pela vida fora, o que vai torná-lo num adulto saudável e, claro, mais feliz que muita gente. Os alimentos já têm sal e açúcar naturalmente.
* Também convém não usar molhos e especiarias na comida do bebé – incluindo a canela, que é um estimulante, como o café – porque, além de serem fortes demais para o seu organismo delicado, muitas podem ter propriedades que desconhecemos.
* Um bebé nunca deve estar em ambientes com fumo ou ruidosos, que o prejudicam muito e o fazem muito infeliz. Não se deve fumar numa casa onde haja bebés, mesmo que seja noutro quarto. O fumo espalha-se e as substâncias do cigarro ficam coladas às paredes e aos tectos, mesmo que não cheire. Os bebés são muito sensíveis e, ao inalarem estas substâncias, podem vir a sofrer de problemas graves para toda a sua vida.
Higiene e segurança:
Diariamente, faça a higiene do seu bebé. Limpe os seus olhos com compressas embebidas em soro fisiológico (uma compressa para cada olho, não use a mesma nos dois, para prevenir infecções; limpe as orelhas com cotonetes embebidos em soro fisiológico – novamente, não limpe as duas orelhas com a mesma ponta do cotonete. Não meta o cotonete dentro do canal auditivo, é só para limpar por fora.
O nariz do bebé pode ser limpo com soro fisiológico, caso se observe secreções, mas consulte sempre o seu médico. O umbigo deve ser limpo com álcool a 70º, que é mais eficaz que o de 90º, até cicatrizar completamente. Depois de cicatrizar, basta o banho do bebé para que fique limpo. No banho, não se esqueça de lavar muito bem as pregas do corpinho do bebé e, no final, de enxugá-lo muito bem para evitar infecções, com especial atenção ao pescoço, axilas, articulações e pregas nos genitais, que são sítios onde se acumula humidade mais facilmente. Pode usar-se umas gotas de óleo de amêndoas doces no banho para facilitar a hidratação da sua pele delicada.
Corte-lhe as unhas dia sim, dia não, com uma tesoura de pontas redondas, de preferência quando ele estiver a dormir, para ser mais fácil. Se não tiver termómetro para a
banheira, use o seu cotovelo para verificar se a água está boa para o seu bebé. Encha a banheira do bebé primeiro com água fria e só depois com água quente, para evitar acidentes.
Nunca deixe um bebé ou criança sozinho na água, nem nenhum líquido, tanque, balde de limpeza, bacia da roupa, ou poça ao alcance de um bebé ou criança. Os bebés têm a cabeça mais pesada do que o resto do corpo e podem afogar-se até mesmo em pequenas poças da chuva ou da rega das
plantas. Um bebé ou uma criança pequena afogam-se silenciosamente, não fazem nenhum barulho que possa chamar a atenção. Não facilite nunca! As crianças até aos 4 anos de idade não têm noção dos perigos, por isso convém vigiá-las e não se pode esperar que elas sejam “crescidinhas” para saberem o que se pode ou não fazer.

Referências:
OLIVEIRA, Gabriela, Alimentação Vegetariana para bebés e crianças, Ed. Arte Plural.

Crianças&Famílias Veganas

VEGetariANISMO e Alimentação Infantil – Nutrição e Saúde

https://www.facebook.com/familiasveganas

Vegetarianismo e Alimentação Infantil - Nutrição e Saúde

A Arca do Necas ♥

“Um blog sobre uma caminhada que decidimos começar em família, mais consciente. Para um futuro sustentável! Ao leme o nosso filho mais velho, o Necas!”
https://www.facebook.com/Arcadonecas

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Desabafos de uma Mãe Vegan

Este blog é uma partilha de experiências e de reflexões sobre tudo o que envolve ser uma família vegan e criar um filho vegan num mundo que nem sempre nos compreende.

http://familiavegan.blogspot.pt/2014/09/como-tudo-comecou.html

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Não como….

Março 2, 2015

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