Uma Pequena Grande VITÓRIA!

Setembro 18, 2015

@Alimentação_Escola

Lindo testemunho de uma Mãe Orgulhosa! E que orgulho temos quando se consegue, mesmo o que para a maioria é pouco, para nós é um Grande passo! ❤
Obrigada Elisabete por nunca desistir! Um exemplo de que ser persistente compensa! 😀
«VITÓRIA!
Hoje quero partilhar com todos vocês a minha pequena (GRANDE!!!) vitória!
Depois de um ano, de verdadeiro braço de ferro, com a directora do colégio da minha filha, de ser motivo de chacota, acusada de extremista, criticada por outros pais, consegui pela 1ª vez,que todas as suas refeições, incluindo os lanches, as pequenas visitas de estudo e até nas comemorações de aniversário feitas no colégio,o seu direito de ser vegan fosse respeitado!

… embora não seja um grande feito, seja mais uma vitória pessoal, principalmente para a “Francisca” que passa a ter uma vida melhor e aprender que não devemos calar!
Tendo em conta que se trata de um colégio privado, ‘João de Deus’, bastante conservador e que não deixa nem levar bolachas de casa, sobretudo porque não apresentei a declaração médica com restrições alimentares,mas apenas a declaração da médica assistente da médica de família, na qual mencionava que a Francisca fazia uma “dieta” vegan POR OPÇÃO apresentando um desenvolvimento comum ao de qualquer outra criança da sua idade.
Tive que negociar … a minha filha, na escola, passa a comer apenas algumas sopas, algumas saladas, fruta ou salada de fruta, pipocas porque apenas têm milho(são feitas lá na hora, de vez em quando), leites, iogurtes, bolachas, cremes para barrar, algumas sopas e saladas, bem como o prato principal, vão de casa!
E nas visitas de estudo e eventos culinários que visitam, levam do colégio o lanche dela… mais alguns detalhes, como visitas a locais onde são explorados animais ou distribuição de produtos, quando certas marcas vão fazer visitas ao colégio para promover produtos… e nada de rebuçadinhos e outros “mimos” envenenados, levados pelos outros pais aquando dos aniversários dos outros meninos… bem, é um recomeço!

Nunca desisti… por ela, pelo direito à diferença, por uma vida mais digna para todos os seres sencientes… por um futuro em harmonia!
Que esta nova geração seja o recomeço!»

2sopaVegetarianismo em Casos Específicos
Respostas Específicas para Perguntas Específicas

 

• E quando o meu bebé nascer? Será possível dar-lhe uma alimentação vegetariana?
O melhor alimento para recém-nascidos é o leite materno. Se o bebé não puder ser amamentado, poderá optar pelos leites de soja especiais para bebés. Bebés vegetarianos que estejam a ser alimentados à base de leite de soja especial devem ser expostos à luz solar de fraca intensidade, durante passeios ao ar livre ao fim da tarde ou pela manhã, duas horas por semana, de forma a sintetizarem a vitamina D necessária. Alguns bebés, especialmente aqueles que vivem em climas frios, deverão beber leite de soja especial enriquecido com vitamina D. Mulheres vegetarianas que estiverem a amamentar devem ter o especial cuidado de consumir boas quantidades de alimentos ricos em vitamina B12, pois os níveis desta vitamina no leite materno são afectados pelas escolhas alimentares da mãe e são importantes para o bebé. A partir do quarto ou quinto mês de idade já se poderão incluir outros alimentos na alimentação do bebé. A adição de novos alimentos deve ser feita lenta e gradualmente, adicionando um alimento de cada vez:

4 a 5 meses:
Alimentos ricos em ferro poderão ser adicionados, tais como os cereais enriquecidos. O primeiro cereal que deverá ser incluído na alimentação do bebé deve ser o arroz, podendo ser adicionado ao leite materno ou ao leite de soja especial.

6 a 8 meses:
Nesta fase deve fazer-se a introdução dos vegetais. Estes devem ser consumidos com uma consistência pastosa (bem cozidos e reduzidos a puré). Batata, feijão verde, cenouras e ervilhas são boas escolhas. Após a inclusão dos vegetais na dieta diária, as frutas deverão ser o próximo alimento a incluir nas refeições diárias do bebé. Frutas em puré, como as bananas ou os pêssegos maduros, e sumos de fruta – por exemplo, sumo de maçã – são formas eficazes de apresentar ao bebé novos alimentos.

A partir dos oito meses:
Aos oito meses de idade, a maioria dos bebés já está pronta para incluir na sua alimentação bolachas, pão (e outros cereais secos) e alimentos proteicos, tais como o tofu (bem cozido e reduzido a puré), ou algumas leguminosas, como o feijão (bem cozido e reduzido a puré). A evolução de uma alimentação vegetariana cada vez mais variada e convencional, embora sempre com os devidos cuidados para que seja completa e equilibrada, deverá acontecer, a partir dos oito meses, exactamente como aconteceria se não fosse vegetariana – a única diferença que existe são os alimentos que os bebés comem, mas os processos de alimentação e crescimento são os mesmos.

• A minha filha tem 8 anos, gosta muito de animais e diz que não os quer comer. Não será muito nova para ser vegetariana?
As crianças e os adolescentes necessitam de uma alimentação muito nutritiva e energética. No entanto, o seu estômago ainda é bastante pequeno. Para ter a certeza de que a criança está a ingerir as quantidades de energia necessárias para um eficaz desenvolvimento e crescimento, poder-se-á seguir uma dieta polifraccionada, ou seja, que inclua várias refeições ao dia, com alimentos ricos em hidratos de carbono complexos, fibras, vitaminas e minerais, conjugando nos lanches da manhã e da tarde cereais e frutas.

Encorajar as crianças a mastigar bem os alimentos é uma forma simples de contribuir para uma melhor absorção e aproveitamento destes. Com base nos mais recentes estudos nesta área, pode-se afirmar que as crianças que têm uma dieta baseada em frutas, vegetais, cereais e legumes, entre outros produtos de origem vegetal, desenvolvem-se mais saudavelmente do que crianças que fazem uma alimentação omnívora.

Os bebés amamentados naturalmente, bem como os bebés alimentados a leite de soja especial, apresentam um desenvolvimento mais lento em comparação com bebés alimentados com fórmulas especiais à base de leite de vaca, o que sugere que existe uma proximidade entre a alimentação natural (leite materno) e a alimentação vegetariana (leite de soja), sendo esta a mais adequada ao ritmo natural de crescimento do bebé. Tal como acontece com os bebés, as crianças vegetarianas apresentam um desenvolvimento menos acelerado do que as crianças não vegetarianas porque não incluem na sua alimentação alimentos nutricionalmente enriquecidos de uma forma artificial (como é o caso dos alimentos animais). Esta diferença é evidente durante a infância, mas dissipa-se na adolescência e não tem consequências negativas para estas crianças e para o seu desenvolvimento posterior.

Fonte

O que é Kefir? Iogurte?!

Outubro 20, 2012

KEFIR é uma bebida produzida através da fermentação de grãos de micro-organismos vivos, assim como os iogurtes.

Diz a lenda que a tribo turca Karachay, habitante das montanhas entre a Europa Oriental e Ásia Oriental, foi agraciada pelo Criador com os grãos que deram origem a essa bebida quase mítica.

Com a dádiva, foram entregues algumas normas, como a doação dos grãos apenas ás pessoas honestas e de bom coração. Entre as tribos caucasianas do norte, vender Kefir era um pecado mortal.

Com isso, os segredos da origem dos grãos do Kefir se perderam no tempo, e sua disseminação pelo mundo iniciou-se apenas após 1867, data em que se registram suas primeiras aparições, distantes das tribos turcas.

Hoje, o Kefir é popular em vários países, onde é vendido em supermercados. No Brasil, contamos com a doação de grãos para a produção caseira da bebida.


PRODUÇÃO CASEIRA

Os grãos do Kefir multiplicam-se conforme são cultivados, e aumentam rapidamente.

Diferentemente do iogurte, fermentado apenas por lactobacilos, pode ser fermentado por cerca de 37 micro-organismos diferentes, incluindo as leveduras utilizadas na preparação de pães e cerveja.

Após o preparo da bebida, separa-se os grãos para novo cultivo (formação de mais Kefir), para ser consumido ao natural, ou misturado com frutas, mel e cereais, e também pode ser utilizado no preparo de receitas como substituto do leite ou iogurte.

O Kefir entra em estado de “hibernação” quando exposto á temperaturas abaixo de 10.° Por isso, pode ficar em hibernação, guardado em geladeira, caso deseje dar um tempo no cultivo ou consumo.


SAÚDE!!

Segundo cientistas asiáticos e europeus o Kefir contém triptofano, cálcio, magnésio, fósforo, vitaminas B1, vitamina K, biotina e ainda garantem que possui vitamina B12 (devido ás suas origens remotas).

Argumenta-se que o ácido láctico presente no Kefir e demais bebidas fermentadas melhora o metabolismo geral, e o ácido carbônico diminui a irritação da mucosa estomacal, aliviando sintomas de colite, gastrite, rins e pulmões.

A bebida auxilia na saúde mental, colabora com a redução do peso, tratamento de diabetes e algumas alergias. Fortalece o sistema imunitário, normaliza a pressão arterial, regula o colesterol, é útil para pessoas com depressão e insônia, bronquite e aterosclerose. Pra terminar, também é desintoxicante.

Porém, pode ser contra-indicado para pessoas com problemas hepáticos, devido á formação de etanol durante sua fermentação.

Segundo estudos europeus, descobriu-se que 1 litro de Kefir pode conter até 38 g de etanol  por litro após 7 a 10 dias de fermentação.

Para intolerantes á lactose, vegetarianos ou vegans o cultivo em água ou outra cultura fermentativa que não o leite de vaca é o mais adequado.

Fontes:

TEOR DE ETANOL NO KEFIR DE ÁGUA – Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA – NCBNI

HISTÓRIA DO KEFIR – WIKIPEDIA -UC

A MÁGICA DO IOGURTE DA MODA – ILIANA DIMITROVA ( 24chasa.bg)

Mais:

KEFIR E IOGURTE CASEIRO

ALIMENTOS FERMENTADOS – Muito além dos iogurtes

 

 

Este texto foi extraido do BLOG ALIMENTAÇÃO E SAÚDE INFANTIL

Amélie é uma pequena ativista vegana de São Paulo Filha da também ativista pelos direitos dos animais Karina de Oliveira, a pequena Amélie é a síntese do que as crianças sentem em relação aos seus amiguinhos não-humanos. Segundo Karina, Amélie não se conforma como as pessoas podem fazer mal aos animais. “Por que eles não entendem que nós não precisamos matá-los para nos alimentar?” – Diz. Insights de planejamento publicitário A fim de salvar todos os animais do mundo, Amélie tem ideias e mais ideias para que seu objetivo se concretize. Depois de aprender que existem certas placas de trânsito que proíbem as pessoas de fazerem coisas erradas, Amélie logo apareceu com um desenho na mão que mostrava um homem com uma faca e um porco com expressão de assustado dentro de um símbolo de proibido. Na cabeça inocente dela, é simples assim: é só dizer que é errado e as pessoas não farão. E ela está coberta de razão, deveria ser assim. “Tive uma outra ideia!!! Se nós formos pra rua e mostrarmos nossos desenhos? As pessoas entendem melhor os desenhos.” – Convidou a mamãe, toda empolgada. Karina, ponderada, entendeu que aquele não era o momento. Para preservar a filha, achou melhor esperar até que surgisse uma grande manifestação para que a menina estivesse no meio de pessoas que a apoiariam e não corresse o risco de se frustrar, através da desaprovação das pessoas que comem animais e achariam sua manifestação algo ridículo. Indo para a rua, o grande dia de Amélie No último sábado, dia 22 de setembro, chegou o grande dia de Amélie ir para a rua mostrar seus desenhos e expressar seu amor pelos animais. Aconteceram eventos simultâneos no mundo todo pelo fim da crueldade contra os animais. Karina entendeu que era o momento e lá foram as duas, mãos dadas pela Avenida Paulista, mãe e filha. ESPERANÇA. O depoimento da Karina sobre Amélie:

Essa é Amélie, ela tem 4 anos… Ha mais ou menos 1 ano e meio, ela aprendeu o significado de algumas placas de trânsito. -Mãe o que significa essa placa? -Significa proibido estacionar, Amélie. -Proibido?! E as pessoas tem que respeitar essas placas? -Teoricamente sim, quem não respeita é multado. -Eu tive uma ideia… Meia hora depois sai ela do quarto com um sulfite na mão, o desenho era uma placa de proibido e dentro tinha um homem com uma faca e um porco com expressaõ de assustado. Ela pediu pra que eu soletrasse a frase não mate os porcos, eles são amigos! Então ela começou a lamentar… Porque as pessoas não enxergam a beleza dos animais? Porque eles não entendem que nós não precisamos mata-los para nos alimentar? Eu expliquei de forma lúdica e disse que era difícil, mas que um dia as pessoas reconheceriam este absurdo e passariam a trata-los com respeito. Então ela disse: -Tive uma outra ideia!!! Se nós formos pra rua e mostrarmos nossos desenhos? As pessoas entendem melhor os desenhos, eu posso te ajudar a fazer um cartaz. Quase fui com ela, pois ela ficou muito empolgada. Mas contei com possibilidade de reprovação que ela teria de pessoas que não acreditam na causa e talvez isso não fosse muito benéfico pra ela, tão pequena, ficaria frustrada… Depois de conversar com outras mães, percebi que a minha atitude estava certa. Então quando soube da manifestação, decidi leva-la para ela se expressar da forma que sentia necessidade, mas em um ambiente onde ela teria simpatizantes e apoio moral de pessoas que acreditavam no mesmo que ela. mos Ela é tímida, com pessoas desconhecidas, mas antes de chegar no Trianon ela disse: – Hoje eu não vou ser tímida, eu tenho que falar pelos animais, eles não conseguem ser ouvidos. Na manifestação, expliquei pra ela a importância da manifestação ser pacifica, mostrei o que era certo e o que não era, e salientei a importancia dela estar em grupo e pricipalmente com adultos. Ela se sentiu realizada, pois ha tempos queria fazer isso. Fiquei super orgulhosa, pois em um mundo em as crianças são educadas para não se importarem com seu próximo, ela se importa com qualquer espécie e enxerga todos como seu semelhante. E mostra isso de forma natural, seja doando brinquedos para crianças carentes ou oferecendo o seu lanche para um morador de rua. Se importa e valoriza a existência dos animais de qualquer espécie, seja um inseto ou qualquer outro, respeitando, acolhendo quando necessário, alimentando, protegendo do perigo de morte… Sempre que compra algo, se eu não estiver por perto pergunta para o vendedor se o produto é testado em animais ou se o alimento é vegano e ainda explica o que é uma comida vegana, quando surgem duvidas. Ela realmente se preocupa com o seu planeta! Economiza água, recicla o lixo, abraça as arvores na rua e rega as plantas que encontra com uma garrafa de água que carrega na bolsa… É uma figurinha, uma figurinha do bem… Escrevi isso pra vocês entenderem o porque de ter levado ela em uma manifestação… Temos o dever de ensinarmos as nossas crianças, a tratarem os seus semelhantes da mesma forma que gostariam de ser tratados. Isso inclui os animais não humanos. Beijos!

Fonte: ViSta-se

– Estudos mostram que crianças vegetarianas, quando seguem uma dieta bem balanceada, não têm deficiência de crescimento em relação as outras. Basicamente quais os alimentos que não podem faltar em uma dieta vegetariana para crianças, garantindo assim seu desenvolvimento normal?


Diferente do que muitos imaginam, a dieta vegetariana não é composta por verduras e legumes. A base da alimentação é a mesma da dieta onívora. Os alimentos mais calóricos são preconizados como base da dieta.

Assim, a criança vegetariana utiliza todos os alimentos do grupo dos cereais (arroz, trigo, milho, centeio, cevada, pães, macarrões…), das leguminosas (todos os feijões e derivados), oleaginosas (após o primeiro ano de vida ou o terceiro, caso haja história de alergia familiar), as frutas, hortaliças (verduras, legumes e vegetais amiláceos – que para vegetarianos são classificados juntamente com as hortaliças, e não com os cereais) e óleos. Para os ovo-lactovegetarianos o consumo de ovos e laticínios faz parte do cardápio.


– Como garantir os nutrientes necessários na fase da adolescência, período em que o crescimento rápido faz aumentar a demanda de vários nutrientes, dentre eles, a proteína?


Utilizando e variando os alimentos dos diversos grupos alimentares.  O único nutriente que pode estar ausente na dieta vegetariana, quando os ovos e laticínios não são utilizados, é a vitamina B12, que deve ser suplementada nessas condições.      O planejamento nutricional adequado fornece todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento, segundo diversos artigos científicos publicados que, inclusive, demonstram que os adolescentes vegetarianos têm um cardápio mais diversificado do que os onívoros.


A deficiência protéica é um mito na dieta vegetariana, que não é suportada por inúmeras publicações científicas. Da mesma forma, a deficiência de ferro não é mais prevalente em os vegetarianos quando comparada com onívoros.


– Nesta fase de adolescência, além de ingerir os alimentos corretos, é necessário, tomar suplementos de nutrientes?


As diretrizes para suplementação na infância, assim como para todas as fases da vida são as mesmas para vegetarianos e onívoros. A única diferença está no uso de vitamina B12, que deve ser sempre suplementada na infância, gestação e lactação, independente do uso de ovos e laticínios, assim como para os vegetarianos que se abstém do consumo desses alimentos.


– Crianças precisam de energia e, como a dieta vegetariana tende a ter menos calorias, quais os alimentos que poderão suprir esta necessidade?


As dietas vegetarianas tendem a ter menos calorias do que as onívoras, mas ultrapassam, sem nenhuma dificuldade, a necessidade calórica diária. Lembre-se de que a dieta vegetariana não é composta por verduras e legumes, apesar alimentos fazerem parte do cardápio.

Entrevista publicada no IPCE (Instituto de Pesquisa, Capacitação e Especialização)

Autor: Dr Eric Slywitch

George Guimarães no seu programa de Nutrição sobre o Vegetarianismo e as Crianças




Há sempre muita dificuldade em saber o que se pode dar aos bebés, a partir do momento em que começam a comer. Embora se deva privilegiar sempre o leite materno o máximo de tempo possível (o ideal será o bebé só ingerir alimentos sólidos quando tiver dentes), após os 6 meses de vida do bebé, há muita coisa que se lhe pode dar!
A partir dos 6 meses, podem dar-se papas de cereais naturais, como aveia, centeio, trigo, e misturar com frutas, vegetais ou na sopa. Os cereais com glúten (aveia, cevada, trigo, centeio) só devem ser introduzidos após os 6 meses de idade. Aos 4 meses podem usar-se farinhas de arroz, amido de milho (conhecido por maisena), ou tapioca, que são cereais sem glúten. Os bebés muito gordos não devem comer papas de cereais, podem começar com os caldos de legumes que, embora não engordem tanto, são mais nutritivos. Não esquecer que o pão ou as bolachas (a não ser que sejam de arroz ou milho, por exemplo) têm glúten e que, portanto, só podem ser dados após os 6 meses.
Também não se deve adicionar leite às farinhas lácteas porque estas já têm leite adicionado (geralmente de vaca) e, se nós, ainda por cima, juntarmos mais leite, isso vai provocar uma sobrecarga para o fígado e os rins do bebé, podendo levar à desidratação, obesidade, doenças cardiovasculares, insuficiência renal ou diabetes. Há farinhas sem leite adicionado ou então com leite para lactentes ou de transição (que tem um leite mais adequado a um bebé).

Ao introduzir novos alimentos, convém ser sempre um de cada vez durante uma semana, para ver as reacções do bebé. A partir dos 4 a 6 meses, o bebé pode comer pêra ou banana crua, ou maçã cozida, tudo sempre bem maduro. As frutas têm um efeito mais laxante (ajudam a barriguinha do bebé a funcionar melhor) e previnem melhor as cáries se forem trituradas com o garfo, em vez de se usar a varinha. A partir dos 6 meses, podem ir-se introduzindo outras frutas, tais como o pêssego, alperce ou frutos secos cozidos que não tenham casca rija – ameixa, tâmara, alperce. Os citrinos e frutos com grainhas (laranja, kiwi, tomate, morango, framboesa, amora, uva) só devem ser introduzidos após os 12 meses. Os frutos de casca rija (nozes, amendoins, etc) só devem ser dados à criança após os 3 anos de idade, devido às alergias que podem causar.

Também a partir dos 6 meses o bebé pode começar a comer sopa – a princípio um caldo simples – de alface, abóbora, cenoura, batata doce, batata, couve-flor, feijão-verde, alho-francês, lentilhas sem casca (cor-de-laranja), alho, cebola, tronchuda, penca, vagem, ou agrião, sempre muito bem passado e introduzindo um, o máximo dois ingredientes novos por semana.
Após os 6 meses o bebé pode, também, comer tofu e soja fina misturada na sopa, assim como cuscuz. O tofu deve ser fresco (o de frasco é menos saudável para o bebé). É um alimento de fácil digestão e bastante suave. Deve ser cozido e juntar-se a papas e sopas.
A partir dos 8/9 meses pode dar-se farinha de pau, açorda, massa, puré de batata e/ou beterraba, sempre com cuidado para que o bebé não se engasgue. Os nabos e espinafres só devem ser introduzidos após os 9 meses, e as leguminosas (feijão, grão, favas, ervilhas), bem cozidas, a partir dos 12 meses.
O iogurte natural de soja, o arroz integral muito bem cozido, o bulgur e o millet podem ser dados a partir dos 9 meses, tendo sempre em conta as reacções da criança – cuidado, aliás, que se deve ter com todos os alimentos. Também nesta idade o bebé pode consumir levedura de cerveja ou gérmen de trigo misturado nas sopas ou papas.

Aos 12 meses pode começar a dar-se seitan ao bebé, assim como o leite de soja para adultos (enriquecido com vitamina B12) e outros leites vegetais (de arroz, aveia), embora se recomende um leite de soja adequado a bebés até, pelo menos, aos 18 meses, se não estiver a ser amamentado. Quanto ao seitan, este, no início, deve ser cozido juntamente com legumes e triturado na sopa. Depois, pode ir-se dando aos pedacinhos. Deve preferir-se a versão biológica, sem molho de soja adicionado.

Se o bebé não for amamentado, recomenda-se que lhe seja dado um suplemento de vitamina B12, ou um leite de fórmula vegano enriquecido com esta vitamina, cujo excesso no organismo não provoca quaisquer efeitos negativos, sendo eliminado naturalmente. Esta vitamina não se encontra em quantidades suficientes nos alimentos vegetais e a sua carência provoca graves danos a nível do sistema nervoso.
Enquanto o bebé for amamentado, basta que a mãe vegetariana/vegana tome um suplemento de vitamina B12 e/ou ingira alimentos enriquecidos com essa vitamina. Ao amamentar, as vitaminas e os nutrientes que a mãe obtém através da alimentação ou de suplementos, passam para o leite e deste para o bebé.

Outros conselhos:
* A higiene é fundamental. Lavar sempre as mãos antes de preparar a comida do bebé. Os utensílios de cozinha devem estar limpos e secos.
* Usar colheres de plástico (as primeiras até são de silicone, que são mais moles do que as de plástico normais), em vez de metal.
* Cortar tudo em pedaços pequenos para que se possa calcular melhor a água. Assim, coze em menos tempo, o que preserva os nutrientes e não se tem que deitar água da cozedura fora, que é onde ficam alguns nutrientes.
* O melhor é usar panela de pressão. Mal comece a ferver, desliga-se o lume e deixa-se ficar a tampa para cozer no vapor, até perder a pressão sozinha sem ter que soltar a válvula. À falta de panela de pressão pode-se cozinhar – com tampa, para conservar o valor nutritivo e não oxidar a comida – em panela inox ou pirex. O alumínio ou o barro não são aconselháveis, pois são altamente tóxicos, e os plásticos devem ter sempre a indicação de que são alimentares (há um símbolo no plástico que indica isso, que é o desenho de um copo e um garfo pequenos).
* Não dar fritos às crianças (sobretudo antes dos 3 anos), o ideal é sempre cozer ou grelhar.
* Pode-se pôr um fio de azeite cru na comida do bebé. É uma gordura saudável.
* Em viagem, ou em situações de emergência, há boiões que os vegetarianos/veganos podem usar. Podem ser dados à temperatura ambiente ou aquecidos em banho-maria (ou em alguns aquecedores de biberões/boiões). Mexer bem depois de aquecido para ficar toda a comida com a mesma temperatura e não dar azo a enganos. Verificar sempre a temperatura antes de dar ao bebé (nas costas da mão ou no pulso da mamã, por exemplo. Um bebé é sempre mais sensível às temperaturas do que um adulto )). Se possível, mudar a comida do boião para o prato, para o bebé não se habituar a boiões e não recusar a comida quando é dada no prato.
* Nunca é demais dizer que é um erro adicionar sal ou açúcar à alimentação, seja nos adultos ou nos bebés, mas muito especialmente nos bebés. Se um bebé for habituado assim desde a nascença, dificilmente adquirirá maus hábitos pela vida fora, o que vai torná-lo num adulto saudável e, claro, mais feliz que muita gente. Os alimentos já têm sal e açúcar naturalmente.
* Também convém não usar molhos e especiarias na comida do bebé – incluindo a canela, que é um estimulante, como o café – porque, além de serem fortes demais para o seu organismo delicado, muitas podem ter propriedades que desconhecemos.
* Um bebé nunca deve estar em ambientes com fumo ou ruidosos, que o prejudicam muito e o fazem muito infeliz. Não se deve fumar numa casa onde haja bebés, mesmo que seja noutro quarto. O fumo espalha-se e as substâncias do cigarro ficam coladas às paredes e aos tectos, mesmo que não cheire. Os bebés são muito sensíveis e, ao inalarem estas substâncias, podem vir a sofrer de problemas graves para toda a sua vida.

Higiene e segurança:
Diariamente, faça a higiene do seu bebé. Limpe os seus olhos com compressas embebidas em soro fisiológico (uma compressa para cada olho, não use a mesma nos dois, para prevenir infecções; limpe as orelhas com cotonetes embebidos em soro fisiológico – novamente, não limpe as duas orelhas com a mesma ponta do cotonete. Não meta o cotonete dentro do canal auditivo, é só para limpar por fora.
O nariz do bebé pode ser limpo com soro fisiológico, caso se observe secreções, mas consulte sempre o seu médico. O umbigo deve ser limpo com álcool a 70º, que é mais eficaz que o de 90º, até cicatrizar completamente. Depois de cicatrizar, basta o banho do bebé para que fique limpo. No banho, não se esqueça de lavar muito bem as pregas do corpinho do bebé e, no final, de enxugá-lo muito bem para evitar infecções, com especial atenção ao pescoço, axilas, articulações e pregas nos genitais, que são sítios onde se acumula humidade mais facilmente. Pode usar-se umas gotas de óleo de amêndoas doces no banho para facilitar a hidratação da sua pele delicada.
Corte-lhe as unhas dia sim, dia não, com uma tesoura de pontas redondas, de preferência quando ele estiver a dormir, para ser mais fácil. Se não tiver termómetro para a
banheira, use o seu cotovelo para verificar se a água está boa para o seu bebé. Encha a banheira do bebé primeiro com água fria e só depois com água quente, para evitar acidentes.
Nunca deixe um bebé ou criança sozinho na água, nem nenhum líquido, tanque, balde de limpeza, bacia da roupa, ou poça ao alcance de um bebé ou criança. Os bebés têm a cabeça mais pesada do que o resto do corpo e podem afogar-se até mesmo em pequenas poças da chuva ou da rega das
plantas. Um bebé ou uma criança pequena afogam-se silenciosamente, não fazem nenhum barulho que possa chamar a atenção. Não facilite nunca! As crianças até aos 4 anos de idade não têm noção dos perigos, por isso convém vigiá-las e não se pode esperar que elas sejam “crescidinhas” para saberem o que se pode ou não fazer.

Referências:
OLIVEIRA, Gabriela, Alimentação Vegetariana para bebés e crianças, Ed. Arte Plural.

 

Fonte: Centro Vegetariano