Na gestação:

– Nessa fase, as mulheres precisam de mais quantidade de nutrientes como proteínas, ferro e vitamina D. As vegetarianas devem ficar especialmente atentas a isso na hora de planejar a dieta

– Além do complexo vitamínico e mineral que costuma ser indicado para todas as grávidas no primeiros seis meses, as vegetarianas (principalmente as veganas) devem continuar, após esse período, tomando suplementos da vitamina B12, presente apenas em alimentos de origem animal

– O DHA, ácido graxo derivado do ômega 3, é importante para o desenvolvimento do sistema nervoso central do bebê. Gestantes que não comem peixes, ricos nesse nutriente, devem buscar outras fontes, como o óleo de linhaça –duas colheres (chá) por dia são suficientes

– O suplemento de ácido fólico, recomendado para todas as gestantes, deve ser tomado também pelas vegetarianas, ainda que a ingestão deste nutriente geralmente seja maior nesse tipo de dieta

No primeiro ano de vida:

– Os nutrientes ingeridos pela mãe passam para o leite materno. Por isso, além de balancear muito bem a dieta, mães vegetarianas devem dar atenção à vitamina B12 e ao ômega 3 (veja recomendações do item anterior)

– O leite materno tem todos os nutrientes necessários na primeira infância, sendo o alimento mais recomendado para bebês, vegetarianos ou não, até os 12 meses

– Se isso não for possível, fórmulas infantis à base de soja são uma alternativa para bebês veganos. Mas, segundo a Sociedade Européia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica, esses produtos só devem ser usados em caso de necessidade, já que não há estudos de longo prazo que comprovem que consumir soja na infância seja seguro

-pesquisas em animais apontam que os fitoestrógenos do alimento podem aumentar o risco de esterilidade e de câncer nas gônadas

Na infância (até 12 anos):

– Estudos mostram que crianças vegetarianas, quando seguem uma dieta bem planejada, não têm deficiência de crescimento em relação às onívoras. Até dietas mais estritas, como o veganismo, são aceitas, apesar de exigir mais cuidados. Já o crudivorismo, o frugivorismo e dietas macrobióticas muito restritas não são recomendadas para essa faixa etária

– Para garantir os nutrientes necessários nessa fase, confira as dicas abaixo.

Na adolescência (de 13 a 19 anos):

– Nessa fase da vida, o crescimento rápido aumenta a demanda por vários nutrientes. O chamado “estirão” demanda muita proteína. Nas meninas, a perda menstrual faz com que haja maior necessidade de ferro. Já os meninos precisam de mais zinco para a espermatogênese e o aumento da massa muscular.

– Além de ingerir mais alimentos ricos nesses minerais (veja dicas no item “Crianças”), pode ser necessário, em alguns casos, tomar suplementos desses e de outros nutrientes. Para os veganos, a suplementação de vitamina B12 é altamente recomendável.

Fique de olho nas calorias:

Crianças precisam de energia e, como a dieta vegetariana tende a ter menos calorias, a dica é incluir alimentos mais concentrados caloricamente, como frutas oleaginosas –como castanhas e nozes–, óleos e leguminosas do grupo do feijão. Também é importante evitar o excesso de fibras, que enchem o pequeno estômago da criança rapidamente sem contribuir com muitas calorias. Para garantir um crescimento saudável, o peso da criança deve ser monitorado com freqüência

Melhore a absorção de Ferro:

A carne possui o ferro heme, melhor absorvido pelo organismo. Para compensar essa falta, a soja, o feijão branco e outras fontes vegetais de ferro não-heme devem ter destaque na dieta do vegetariano. É importante comer alimentos ricos em vitamina C, que melhoram a assimilação do mineral. Alimentos que dificultam a absorção de ferro, como os chás e o espinafre, devem ser evitados durante as refeições. Outras substâncias que atrapalham a absorção de ferro são os fitatos, presentes em feijões e cereais integrais. Para minimizar o problema, deixe os grãos de molho na água por cerca de 12 horas e, se possível, em local fresco (sem água) por mais 12

Busque fontes vegetais de Zinco:

Semente de abóbora, castanhas, feijão azouki e outras leguminosas são boas fontes vegetais de zinco. A dica do item anterior para retirar os fitatos dos alimentos também ajuda na absorção desse nutriente

Tome suplementos de vitamina B12:

Presente apenas em fontes animais, deve ser suplementada em crianças veganas. Mesmo entre as ovolactovegetarianas, deve-se monitorar os níveis no organismo e, se necessário, indicar suplementos

Não descuide do Cálcio:

Quem toma leite e derivados não costuma ter problemas com o nutriente. Já as crianças veganas devem ter refeições ricas em oleaginosas, leguminosas e vegetais verde-escuros, para ajudar a suprir o cálcio. Melado de cana, quinua, aveia, brócolis, rúcula, soja e feijão branco são algumas fontes vegetais do nutriente. Alimentos com alto teor de ácido oxálico (espinafre, beterraba, acelga e cacau), que dificulta a absorção de cálcio, devem ser evitados. Alimentos enriquecidos e suplementação podem ser indicados em alguns casos

Obtenha o Ômega 3 de linhaça:

Quem não come peixe deve buscar o nutriente em alimentos como a linhaça. Para as crianças, recomenda-se ingerir uma colher (chá) de óleo de linhaça, pura ou sobre os alimentos – mas sem aquecer

Garantia a vitamina D:

Como, além de estar presente nos alimentos, essa vitamina é sintetizada pelo corpo com a ação da luz solar, só deve receber suplementação quem não se expõe ao sol –em média, 20 minutos, três vezes por semana

Varie as fontes de proteína:

Na falta da carne, fonte protéica completa por possuir todos os aminoácidos essenciais – ou seja, aqueles que o corpo não produz – o importante é ter uma dieta variada. Se a dieta banir leite, ovo e queijo, vale recorrer a leguminosas (como a soja e o feijão branco) e a frutas oleaginosas (como o pistache e a semente de abóbora), boas fontes vegetais de proteína. Para completar o perfil dos aminoácidos necessários, a dica é consumir cereais (por exemplo, arroz, trigo e milho)

Fontes: Nutricionistas Sílvia Cozzolino e George Guimarães; nutrólogo Eric Slywitch; pediatras Roseli Sarni e Mauro Fisberg; estudo “Vegetarian Eating for Children and Adolescents” (“Journal of Pediatric Health Care”)

Via: Folha Online

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